Mattis pede que Paquistão amplie luta contra terroristas que operam no país

Islamabad, 4 dez (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, afirmou nesta segunda-feira que o Paquistão deve ampliar os esforços para combater os terroristas que se refugiam no território do país, um problema negado por Islamabad.

"O secretário reiterou que o Paquistão deve dobrar seus esforços para confrontar os insurgentes e os terroristas que operam dentro do país", disse em comunicado a embaixada americana no país.

Em sua primeira viagem oficial a Islamabad, Mattis se reuniu com o primeiro-ministro do Paquistão, Shahid Khaqan Abbasi, e com o comandante do Exército, Qamar Javed Bajwa.

A viagem ocorre três semanas depois da visita do secretário de Estdo dos EUA, Rex Tillerson, ao Paquistão.

Mattis destacou que "vital papel" que o Paquistão pode ter ao lado dos Estados Unidos e outros atores para facilitar o processo de paz no Afeganistão, estabilizando assim a região.

Apesar do pedido de mais esforços, Mattis reconheceu os sacrifícios que o Paquistão fez na luta contra o terrorismo.

Já Abbasi reiterou que o Paquistão não acolhe grupos terroristas, um discurso que tem sido repetido pelo governo local desde agosto, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o país de dar refúgio a insurgentes.

"O primeiro-ministro reiterou que não há refúgios (para terroristas) no Paquistão e que toda a nação está comprometida com a erradicação do terrorismo de uma vez por todas, em todas suas formas e manifestações", indicou Abbasi em comunicado.

Para Abbasi, nenhum outro país do mundo se beneficiaria mais com a paz e a estabilidade do vizinho Afeganistão como o Paquistão.

A visita de Mattis ocorre menos de duas semanas depois de a Justiça paquistanea decretado a libertação de Hafiz Said, acusado pelos EUA e pela Índia de ser o responsável pelo ataque que matou 166 pessoas em Bombaim, em 2008.

A libertação de Said foi duramente criticada pela Casa Branca, que pediu que ele seja julgado pelo atentado em Bombaim.

As relações entre Paquistão e Estados Unidos vivem um momento de grande tensão desde as acusações de Trump de que o país permite a presença de grupos terroristas em seu território.

O Paquistão nega as acusações e tinha suspendido as visitas oficiais entre representantes dos dois países após as declarações do presidente americano.

Durante sua visita, Tillerson reiterou a posição do governo Trump e voltou a pedir que o Paquistão amplie seus esforços para eliminar os grupos terroristas que operam em seu território.

Há anos, os EUA e o Afeganistão acusam o Paquistão de dar abrigo para a Rede Haqqani, uma facção dos talibãs que realiza ataques no território afegão.

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