Oposição queniana denuncia detenção de estrategista da NASA

Nairóbi, 4 dez (EFE).- Líderes da Super Aliança Nacional (NASA) denunciaram nesta segunda-feira a detenção do estrategista David Ndii e pediram sua imediata e incondicional libertação.

O líder da oposição queniana, Raila Odinga, condenou hoje "a determinação do Governo de utilizar as forças de segurança para chantagear as pessoas" e afirmou que Ndii "não cometeu nenhum crime".

Além disso, Odinga apontou durante um comparecimento em Kisumu, no oeste do Quênia, que pelo menos 215 pessoas foram assassinadas pelas mãos da polícia desde 8 de outubro como parte da "intimidação" governamental.

Ndii, economista de renome e estrategista influente na coalizão opositora, foi detido no hotel Leopard Beach, no condado de Kwale, onde passava férias com sua esposa, informou o jornal local "Daily Nation".

Embora a princípio a polícia tenha negado ter detido o economista, relatórios posteriores indicaram que o mesmo estava sendo interrogado hoje em uma delegacia de Nairóbi.

Ndii fazia parte de um comitê de sete membros para guiar a NASA no caminho a seguir na criação de uma assembleia popular, com a qual a oposição pretende "lutar pela volta ao Estado de direito" até que seja "eleito um presidente legítimo".

"A detenção tem como objetivo intimidar nossa coalizão, restringir a dissidência e canalizar visões alternativas contra o Governo", denunciou o número quatro da NASA, Moses Wetang'ula.

"A detenção enfrentará uma forte resistência e asseguro que o Governo fracassará", ameaçou Wetang'ula.

O ex-deputado pelo condado de Kitutu Masaba, Timothy Bosire, disse que o Governo não conseguiria silenciar a oposição e afirmou que a NASA não desistirá se seguir seu plano.

Raila Odinga anunciou em 28 de novembro, no mesmo dia que o presidente Uhuru Kenyatta jurou cargo, que será investido presidente do país em 12 de dezembro, já que não reconhece a vitória eleitoral Kenyatta.

Até o momento não foram revelados detalhes de seu plano, embora veículos de imprensa locais apontem que exista uma forte divisão no seio da NASA, entre os que apoiam esta posse unilateral e os que pensam que não é um passo acertado.

A NASA boicotou as eleições - realizadas em 26 de outubro - ao considerar que a Comissão Eleitoral não estava apta para evitar irregularidades que provocaram a anulação dos resultados das presidenciais de 8 de agosto.

O boicote foi fundamental na queda da participação, que caiu de 79,5% em 8 de agosto, a 38,9% em 26 de outubro, o que permitiu a Kenyatta garantir a vitória com mais de 98% dos sufrágios.

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