Rebeldes houthis anunciam fim da crise após morte do ex-presidente iemenita

Sana, 4 dez (EFE).- Os rebeldes houthis afirmaram que derrotaram "as milícias traidoras" do ex-presidente do Iêmen Ali Abdullah Saleh, assassinado nesta segunda-feira por seus antigos aliados, e deram por terminada a crise aberta na semana passada pela ruptura com o ex-governante.

Em discurso transmitido pela TV, o líder dos houthis, Abdul-Malik al-Houthi, garantiu que "a grande crise que ameaçava a segurança do país foi superada", em referência ao conflito que explodiu entre os rebeldes e os homens de Saleh na última quarta. Segundo ele, integrantes do seu movimento entraram em contato com o "líder das milícias" (Saleh) e com os seus aliados para evitar a atual crise, mas os rivais consideraram que essas comunicações eram uma demonstração de "fraqueza" e a rejeitaram.

O líder dos houthis ressaltou que foi abortada uma "grande conspiração" que representava uma "ameaça para o Iêmen" e afirmou que por trás dela havia terceiras partes, sem nomeá-las.

Abdul-Malik al-Houthi elogiou os participantes das tribos e as instituições do governo (controlado pelos houthis) que repeliram às "milícias traidoras e criminosas" de Saleh, que usaram os mesmos métodos "agressivos" que a coalizão liderada pela Arábia Saudita - em atividade no Iêmen contra os rebeldes.

No fim de semana, Saleh pareceu exaltar a coalizão árabe, que lutou ao lado dos houthis desde o fim de 2014 contra o governo do presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, que recebe o apoio de Riad.

O Ministério do Interior, controlado pelos rebeldes, anunciou hoje em comunicado que os rebeldes mataram Saleh e o qualificou de "líder da traição".

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