Schulz recomendará ao congresso do SPD que abra negociações com Merkel

Berlim, 4 dez (EFE).- O líder social-democrata alemão, Martin Schulz, recomendará ao próximo congresso federal de seu partido a abertura de negociações com o bloco conservador de Angela Merkel para facilitar a formação de um governo, sem descartar uma grande coalizão.

Segundo explicou em entrevista coletiva, a direção do Partido Social-Democrata (SPD) fechou hoje uma proposta para o congresso que começa nesta quinta-feira, na qual sugere que se sentem à mesa sem antecipar resultados, deixando aberta a porta para apoiar um governo em minoria ou para reeditar sua aliança com a chanceler.

Qualquer acordo seria submetido a uma convenção do partido - o principal órgão entre congressos - e, caso seja concretizado um pacto com Merkel, esse também deverá ser aprovado em votação pelos militantes do partido, detalhou Schulz.

O líder do SPD insistiu que sua intenção é participar das conversas "sem automatismos" e com os eixos do programa social-democrata, salientando que atuará "com responsabilidade" para a Europa e para a Alemanha.

O congresso federal, que será realizado de quinta a sábado em Berlim, promete ser turbulento, com diversas vozes contrárias a analisar sequer a possibilidade de uma nova grande coalizão com Merkel.

Schulz descartou essa opção na própria noite eleitoral, na qual seu partido obteve os piores resultados da sua história, e reiterou sua rejeição à grande coalizão quando Merkel fracassou na sua tentativa de formar um governo com liberais e verdes.

No entanto, o pedido do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, para refletir e dialogar para evitar novas eleições lhe forçou a repensar sua recusa, gerando não poucas críticas nas suas próprias fileiras.

A direção do partido aprova sua decisão, enquanto distintas correntes, como a Juventude Social-Democrata, pedem que se mantenha o "não" a uma nova grande coalizão e se dialogue apenas sobre possíveis apoios externos a um governo do bloco conservador.

Merkel, no entanto, esperar poder reeditar sua aliança com os social-democratas e ressaltou nas últimas semanas a necessidade de um governo estável no país, tanto para o futuro da Alemanha como da Europa.

Em entrevista neste domingo, Schulz reconheceu que líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, lhe encorajaram a formar uma nova grande coalizão para impulsionar a integração europeia com uma agenda social-democrata.

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