Trump considera "injusto" que mentir ao FBI "tenha arruinado a vida" de Flynn

Washington, 4 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou nesta segunda-feira "muito injusto" que o fato de seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, ter mentido ao FBI (polícia federal americana) "tenha arruinado a sua vida".

"Eu me sinto muito mal pelo general Flynn, muito mal. Teve uma vida forte e me sinto muito mal por isto. Hillary Clinton mentiu muitas vezes ao FBI e nada aconteceu", disse Trump.

"Flynn mentiu e isso destruiu a sua vida, e acho que é uma vergonha. Hillary Clinton, no fim de semana de 4 de julho, foi ao FBI, não sob juramento, e mentiu muitas vezes, nada ocorreu. Flynn mentiu e é como se tivesse arruinado a sua vida. É muito injusto", acrescentou.

Essas declarações, feitas antes de viajar para Utah, onde o presidente fará um discurso nesta segunda-feira, chegam um dia após Trump ter lamentado pelo Twitter o fato de Flynn assumir a culpa de mentir ao FBI na sexta-feira passada.

"Tive que demitir o general Flynn porque ele mentiu ao vice-presidente e ao FBI. Ele se disse culpado por essas mentiras. É uma vergonha porque as suas ações durante a transição foram legais. Não havia nada a esconder", escreveu Trump em sua conta pessoal do Twitter.

Flynn admitiu nesta sexta-feira em audiência realizada em Washington, diante da promotoria especial que investiga a suposta ingerência do Kremlin nas últimas eleições presidenciais americanas, que mentiu ao FBI sobre as suas conversas com o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak.

Antes de seguir para a Nova York, onde passou o sábado, Trump disse a um grupo de jornalistas que não houve "conivência" entre sua equipe de campanha e o Kremlin.

As conversas de Flynn com Kislyak ocorreram em dezembro de 2016 e abordaram sanções que o ex-presidente Barack Obama tinha imposto à Rússia, assim como uma resolução sobre os assentamentos israelenses que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se preparava para votar.

Flynn, militar de carreira que entre 2012 e 2014 dirigiu a Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, foi assessor nacional na Casa Branca durante 25 dias, até renunciar por ter mentido ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros cargos do alto escalão sobre o conteúdo desse contato com o embaixador russo.

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