Autoridades chinesas fecham escola de "pureza" para mulheres

Pequim, 5 dez (EFE).- As autoridades chinesas determinaram o fechamento de uma escola de "pureza" para mulheres na província de Liaoning, no nordeste do país, depois da polêmica gerada por um vídeo no qual um professor explica, entre outras "virtudes femininas" que as mulheres devem "fazer as tarefas domésticas e fechar a boca".

O vídeo foi publicado na rede social chinesa Sina Weibo, onde gerou mais de 5 mil comentários, e levou às autoridades a ordenar o fechamento imediato da instituição alegando que apresentava "problemas com a moral social" e que funcionava sem licença.

"As mulheres não devem lutar para progredir na sociedade, devem ficar no nível mais baixo. Se você pede comida fora em vez de cozinhar, está desobedecendo as regras para as mulheres", dizia o professor às estudantes no vídeo.

A escola pertence à Associação de Pesquisa Cultural Tradicional na cidade de Fushun e foi criada em 2011 após receber aprovação das autoridades locais. Atualmente, a entidade tem unidades nas cidades de Wenzhou, Zhengzhou e Sanya. A associação se baseia na cultura tradicional chinesa e a ideia é atrair adolescentes de todo o país.

Segundo a agência oficial da China, a "Xinhua", as autoridades disseram ter aprendido uma "grande lição" com este incidente e que "não permitirão nenhuma instituição operar sem permissão, para evitar que se produza alguma situação que vá contra os valores do socialismo chinês ".

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