Israel responde ameaça da Turquia e reafirma que Jerusalém é sua capital

Jerusalém, 5 dez (EFE).- O Ministério de Relações Exteriores israelense respondeu nesta terça-feira às ameaças da Turquia de romper relações diplomáticas se os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como capital de Israel, assegurando que a cidade é sua capital, independentemente da vontade do presidente turco, Recept Tayyip Erdogan.

"Jerusalém é a capital do povo judeu há 3.000 anos e capital de Israel há 70 anos, quer Erdogan o reconheça ou não", afirmou em comunicado o porta-voz de Relações Exteriores, Emanuele Nahson.

A nota de Exteriores foi enviada pouco depois que Erdogan advertiu contra o possível reconhecimento de Washington que, segundo fontes da Casa Branca, o presidente Donald Trump está considerando e poderia efetuar esta semana.

"A Turquia convocará uma cúpula da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul se os Estados Unidos reconhecerem Jerusalém como capital israelense", alertou Erdogan em discurso perante o parlamento em Ancara.

"Jerusalém é a linha vermelha para todos os muçulmanos. Poderíamos ir longe e chegar ao ponto de cortar as relações diplomáticas com Israel", acrescentou.

O porta-voz da Casa Branca, Hogan Gidley, garantiu ontem à imprensa em Washington que a decisão de Trump, após ter sido postergada, será anunciada "nos próximos dias".

Embora Israel considere Jerusalém sua capital, a soberania do país sobre a parte oriental da cidade (Jerusalém Leste) não é reconhecida por grande parte da comunidade internacional, que mantém seu aparelho diplomático em Tel Aviv e seus subúrbios.

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