Na Espanha há 18 dias, Ledezma diz que estadia no país não é definitiva

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Madri, 5 dez (EFE).- O ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, negou nesta terça-feira que tenha pedido asilo na Espanha, onde chegou no último dia 18 de novembro, nem vê sua estadia no país como definitiva, já que dependerá de uma análise que fará com outros opositores sobre onde é mais útil ao povo venezuelano.

Em uma palestra organizada pelo Fórum Europa em Madri, Ledezma indicou que depende de uma reunião com autoridades espanholas para definir qual será seu status jurídico, caso resolva ficar, embora tenha apontado que poderia ser em outros países da Europa ou outro lugar.

Além disso, pediu medidas que ajudem a "regularizar" milhares de venezuelanos que chegaram à Espanha forçados pela situação política e econômica.

O prefeito venezuelano negou receber apoio econômico de fundações, mas se mostrou aberto a isso, sempre com transparência sobre as despesas dos seus deslocamentos e estadias fora da Venezuela, de onde fugiu há duas semanas com "ajuda de militares".

Perguntado sobre se há divisão entre os opositores venezuelanos, Ledezma disse que é "normal" haver posições diferentes e explicou que a oposição sai na frente quando atua com coerência, por isso reivindicou uma "liderança coletiva sólida", sem cair em personalismos.

Além disso, o político considerou que as conversas entre a Mesa da Unidade Democrática (MUD) e o governo do presidente Nicolás Maduro que acontecem em Santo Domingo (República Dominicana) são um "diálogo falso'.

"Precisamos do apoio da comunidade internacional", enfatizou, contra um "regime" que é uma "colônia" de Cuba, "protegido por Havana".

Ledezma reiterou que na Venezuela não existe separação de poderes e os juízes são "marionetes do regime", quando é necessário "respeitar a lei".

Por isso defendeu que sejam estimulados os investimentos nacionais e estrangeiros com respeito aos direitos econômicos e de propriedade e às normas constitucionais para tirar o povo da pobreza com empregos e salários justos.

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