Partido Comunista entra em lista de organizações terroristas nas Filipinas

Manila, 5 dez (EFE).- O presidente da Filipinas, Rodrigo Duterte, declarou nesta terça-feira o Partido Comunista e seu braço armado, o Novo Exército do Povo, organizações terroristas após o fracasso nas negociações para encerrar uma guerra que dura décadas.

Duterte assinou a resolução oficial que situa ambas formações sob a lei antiterrorista das Filipinas, informou nesta terça-feira em entrevista coletiva o porta-voz presidencial, Harry Roque.

Roque explicou que a medida corresponde aos contínuos atos violentos das duas organizações, que geraram entre a população uma situação de "medo e pânico generalizado e extraordinário".

O porta-voz acrescentou que a resolução permitirá perseguir também quem financiar a insurgência comunista, e, além disso, pode influenciar nas futuras resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre terrorismo na Filipinas.

Fundado em 1969, o Novo Exército do Povo figura como organização terrorista nas listas dos Estados Unidos e da União Europeia, embora o Governo da Filipinas tenha retirado o mesmo desta classificação em 2011 para facilitar as conversas de paz.

O Partido Comunista da Filipinas, cujo líder José María Sison vive exilado na Holanda, não esconde seus vínculos com a guerrilha e apoia explicitamente suas ações em uma luta que já deixou mais de 30 mil mortos nas últimas cinco décadas.

No mês passado, dois atentados comunistas mataram soldados, um policial e uma criança de quatro anos e feriram vários civis, ações que fizeram Duterte adotar a medida anunciada hoje.

Além disso, as Forças Armadas intensificaram os ataques contra os rebeldes, que sofreram dezenas de baixas nas últimas semanas.

Sob o mandato de Duterte, iniciado em 30 de junho de 2016, foram relançadas as negociações de paz com a rebelião comunista, foi assinado um cessar-fogo em agosto desse ano que durou até o início de fevereiro de 2017, quando os comunistas o romperam de maneira unilateral.

EM 3 de novembro, o Partido Comunista da Filipinas rejeitou uma nova oferta de conversas de paz do Governo, assim como a proposta de reintegrar a parte dos rebeldes na sociedade fornecendo moradia e trabalho em troca da rendição.

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