Responsável político da ONU visita Pyongyang pela primeira vez em 7 anos

Seul, 5 dez (EFE).- O responsável de Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, iniciou nesta terça-feira uma viagem à Coreia do Norte de quatro dias, na qual se reunirá com figuras do regime e que representa a primeira visita deste tipo ao isolado país em mais de sete anos.

A chegada de Feltman, que partiu hoje do aeroporto de Pequim rumo a Pyongyang como informou a agência sul-coreana "Yonhap", acontece apenas uma semana depois de a Coreia do Norte lançar seu míssil intercontinental mais sofisticado até o momento, ação que pode acarretar novas sanções do Conselho de Segurança.

O secretário-geral adjunto de Assuntos Políticos da ONU deve reunir-se com o chanceler norte-coreano, Ri Yong-ho, e outros representantes do regime para tratar "temas de interesse e preocupações mútuas", segundo informaram as Nações Unidas sem oferecer mas detalhes.

Também se reunirá com diplomatas credenciados em Pyongyang e com a equipe da ONU na Coreia do Norte, onde funcionam seis agências da organização, com 50 funcionários internacionais.

Trata-se da primeira viagem de um responsável de Assuntos Políticos da ONU à Coreia do Norte desde a realizada por seu predecessor, o também americano Lynn Pascoe, em fevereiro de 2010.

A última vez que um alto representante do organismo visitou o país asiático foi em meados de outubro de 2011 (apenas dois meses antes da morte do líder norte-coreano Kim Jong-il), quando a britânica Valerie Amos esteve no país na qualidade de secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários.

Em 2015, o então secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki Moon, esteve a ponto de visitar a cidade de Kaesong, junto à fronteira com a Coreia do Sul, mas o regime de Kim Jong-un cancelou a permissão no último momento.

Embora a viagem de Feltman responda, segundo as Nações Unidas, a um convite de Pyongyang pendente "há um longo tempo", sua visita acontece em um momento marcado pelo persistente desafio nuclear de Pyongyang e alguns analistas acreditam que pode contribuir para que o regime cogite voltar à mesa de negociação.

Por sua parte, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores sul-coreano, Noh Kyu-duk, disse hoje em entrevista coletiva que espera que a viagem sirva para transmitir a preocupação da comunidade internacional sobre o programa nuclear e de mísseis norte-coreano, e sua vontade de solucionar a crise de maneira diplomática.

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