Temer recebe Evo Morales em Brasília com honras militares

Brasília, 5 dez (EFE).- O presidente Michel Temer recebeu com honras militares nesta terça-feira seu homólogo da Bolívia, Evo Morales, com quem discutirá diversos planos de integração, entre eles uma conexão ferroviária de interesse regional.

Morales, o primeiro presidente do chamado "eixo bolivariano" que visita o Brasil após a destituição de Dilma Rousseff, chegou à capital federal na noite de ontem e se dirigiu hoje ao Palácio do Planalto.

O presidente boliviano passou em revista as tropas de um batalhão dos Dragões da Independência, guarda de honra da presidência brasileira, e foi recebido com um aperto de mãos por Temer no alto da rampa que conduz ao primeiro andar do palácio.

Os presidentes se dirigiram depois para o escritório de Temer, onde terão uma reunião privada à qual depois se unirão ministros de ambos governos.

Na agenda, entre vários pontos, figuram a estreita relação energética entre Bolívia e Brasil, principal comprador de gás do país andino, e um projeto para a construção de uma ferrovia entre os portos de Santos e Ilo, no Pacífico peruano, através do território boliviano.

O chamado Corredor Ferroviário Bioceânico Central também prevê a participação em uma segunda fase do Paraguai e da Argentina, e é um dos muitos projetos de integração promovidos pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), organismo cuja presidência anual será exercida pela Bolívia a partir do próximo mês de abril.

Após a reunião, Temer e Morales liderarão um ato no qual serão assinados acordos bilaterais, e se deslocarão ao Palácio do Itamaraty, onde será oferecido um almoço à delegação boliviana.

O programa da visita oficial de Morales ao Brasil não inclui espaços para declarações públicas, exceto no momento do brinde prévio ao almoço, após o qual o presidente boliviano deve retornar ao seu país.

Fontes oficiais brasileiras disseram à Agência Efe que "o mais importante desta visita será a mensagem política" implícita no simples fato do encontro entre dois líderes que mantêm profundas diferenças no plano ideológico.

"A visita de Morales demonstra que a relação entre Brasil e Bolívia é de Estado, que não está condicionada pela ideologia e que, mesmo com diferenças, é possível trabalhar pela integração", disse um diplomata brasileiro à Efe.

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