Trump anunciará amanhã se reconhece ou não Jerusalém como capital de Israel

Washington, 5 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciará amanhã a sua esperada decisão sobre se reconhece ou não Jerusalém como capital de Israel e se transferirá para a cidade a embaixada americana no país, afirmou nesta terça-feira a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

"Não vou dar detalhes sobre as declarações que o presidente fará amanhã. Em último caso, tomará a que acreditar que é a melhor decisão para os EUA", disse Sanders em sua entrevista coletiva diária.

Trump falou hoje sobre o tema com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o rei Abdullah II da Jordânia e o presidente do Egito, Abdel Fatah Al Sisi.

Segundo a porta-voz, Trump já tem "uma ideia bastante clara" da decisão que quer tomar, depois de "um processo de deliberação muito compreensivo" por parte das agências do governo.

Perguntada sobre se Trump levou em conta a violência que poderia gerar na região um possível reconhecimento do Jerusalém como capital israelense, Sanders respondeu que "foram avaliadas uma série de coisas".

Nas conversas com Abbas, Sisi e Abdullah, Trump manifestou a intenção de transferir de Tel Aviv para Jerusalém a embaixada americana em Israel, de acordo com os escritórios desses três líderes árabes.

Trump prometeu durante a campanha eleitoral de 2016 que faria a mudança, e a Casa Branca antecipou nos últimos dias que a questão não é "se" o presidente ordenará ou não a troca de endereço, mas "quando".

Uma lei americana de 1995 pede que o governo transfira sua embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca chegou a ser aplicada, porque os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama postergaram a cada seis meses a sua implementação alegando "interesses nacionais" dos EUA.

Trump fez o mesmo pela primeira vez em junho, mas ontem, quando expirava o prazo limite para voltar a adiar a aplicação dessa lei, a Casa Branca não enviou nenhuma ordem ao Congresso, e indicou que tornaria pública uma decisão a respeito "nos próximos dias".

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