Após fuga, Saakashvili se nega a comparecer perante procuradoria ucraniana

Kiev, 6 dez (EFE).- O ex-presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, acusado de tentar derrubar o governo ucraniano, se negou a comparecer nesta quarta-feira perante o Ministério Público e o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), após escapar ontem da sua detenção em Kiev.

"Não falarei com nenhum pseudo procurador-geral (...) Não o considero procurador-geral, mas estou pronto para receber outros investigadores aqui no acampamento", disse Saakashvili aos jornalistas em frente ao parlamento ucraniano.

Estas declarações foram dadas depois que a polícia entrou de madrugada nas barracas de campanha instaladas em frente ao parlamento da Ucrânia, para buscar e prender - sem sucesso - Saakashvili, que lidera os protestos para pedir a destituição do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

Segundo o Ministério do Interior, ocorreram enfrentamentos entre as forças de segurança e os manifestantes que passaram a noite ali, e pelo menos 13 pessoas ficaram feridas, entre elas dez agentes.

Saakashvili desafiou Poroshenko ontem, e convocou uma nova "revolução" após ser detido em Kiev acusado de golpismo e libertado pouco depois pelos seus partidários.

O polêmico político georgiano escapou da detenção ajudado por mais de uma centena de pessoas, que bloquearam a passagem da viatura na qual era levado e lhe tiraram do veículo em meio a um violento confronto com as forças de segurança.

O procurador-geral da Ucrânia convocou hoje o político apátrida, fundador do partido opositor RNS (Movimento das Novas Forças), a comparecer ao interrogatório perante o SBU, já que responde desde ontem a um processo penal por suspeitas de golpismo.

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