Canadá não seguirá EUA em reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Toronto, 6 dez (EFE).- O Canadá afirmou nesta quarta-feira que não seguirá os Estados Unidos no reconhecimento de Jerusalém como a capital do Estado israelense e disse que a situação da cidade só pode ser resolvida "como parte de um acordo geral do conflito palestino-israelense".

Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também confirmou a mudança da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, emitiu um comunicado no qual reafirmou a manutenção da política canadense.

"O Canadá é um firme aliado e amigo de Israel e um amigo do povo palestino. A posição do Canadá é que o status de Jerusalém só pode ser resolvido como parte de um acordo geral do conflito palestino-israelense", afirmou Freeland.

"Estamos firmemente comprometidos com o objetivo de uma paz global, justa e duradoura no Oriente Médio, incluída a criação de um Estado palestino, que exista em paz e segurança junto com Israel. Pedimos calma e seguimos apoiando a criação das condições necessárias para que as partes encontrem uma solução", acrescentou a chanceler canadense.

No entanto, vários grupos de judeus-canadenses aproveitaram a declaração de Trump para pedir que o governo canadense mude sua postura e reconheça Jerusalém como a capital de Israel.

O Centro para Israel e Assuntos Judaicos aplaudiu em comunicado a mudança de política de Washington e afirmou que sempre argumentou "que o Canadá deveria reconhecer formalmente Jerusalém como a capital de Israel".

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