Peruana guarda corpo de bebê no congelador após atraso de papéis para enterro

Lima, 6 dez (EFE).- Uma mulher precisou guardar o corpo de seu bebê no refrigerador da própria casa após um hospital de Lima não ter entregado a tempo os documentos necessários para que a criança seja enterrada, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

De acordo com a informação, no sábado passado a mulher deu à luz um bebê prematuro, que morreu dois dias depois no hospital público do distrito de Comas, no norte de Lima.

"Quando a mãe, esgotada física e psicologicamente pela perda, quis sair do hospital para encontrar a família, impedimentos administrativos complicaram ainda mais o doloroso momento", noticiou o jornal "El Comercio".

A mulher, identificada como Mónica Palomino, declarou à emissora local "América Televisión", que recebeu alta na segunda-feira, mas que o hospital não a entregou um documento indispensável para a certidão de óbito do filho.

Ao sair do hospital, a mãe foi ordenada pela encarregada da área de vigilância do hospital a levar o corpo do filho. Sem poder proceder ao enterro devido à falta de documentos, guardou o corpo no congelador de casa.

Após saber o caso, o diretor do hospital, Julio Silva, lamentou a atuação da equipe de segurança e garantiu que medidas serão tomadas para que o episódio não ocorra novamente.

"Nenhum corpo pode sair do hospital sem uma certidão de óbito. Todos os protocolos foram quebrados, isto não deveria acontecer", declarou.

Representantes da Superintendência Nacional de Saúde (Susalud) peruana acompanharam a mãe ao hospital nesta quarta-feira e anunciaram o início de uma investigação.

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