Populista Andrej Babis é nomeado novo primeiro-ministro da República Tcheca

Praga, 6 dez (EFE).- O milionário populista Andrej Babis, vencedor das eleições gerais na República Tcheca do último mês de outubro, foi nomeado primeiro-ministro nesta quarta-feira, apesar das suspeitas de fraude com fundos comunitários que pesam sobre ele.

O presidente do país, Milos Zeman, designou Babis como novo chefe de governo em um ato realizado no Castelo de Praga, sede da chefia do Estado.

Babis e sua populista Aliança dos Cidadãos Descontentes (ANO) ganharam as eleições com 29,64% dos votos, que lhe outorgaram 78 dos 200 deputados da Câmara, razão pela qual necessitará fazer acordos, ou pelo menos conseguir a tolerância de outros partidos, para governar.

O fundador do ANO é o segundo homem mais rico do país, segundo a revista "Forbes", com um patrimônio próximo a US$ 4 bilhões.

Babis é proprietário do grupo agroindustrial Agrofert e controla dois jornais de tiragem nacional e outros meios de comunicação.

O empresário é suspeito de ter destinado ilegalmente a uma das suas empresas 2 milhões de euros procedentes de fundos comunitários previstos para pequenas e médias empresas.

A investigação está suspensa devido à proteção que lhe confere sua condição de parlamentar, embora a polícia já tenha solicitado a suspensão da imunidade.

Na legislatura passada, Babis foi cassado como vice-primeiro-ministro e responsável de Finanças e teve a imunidade retirada para poder ser investigado.

Seus problemas com a Justiça fizeram com os demais partidos parlamentares estejam agora reticentes a formar uma coalizão de governo caso Babis seja primeiro-ministro.

Apesar do processo judicial, por não contar com essa maioria absoluta nem ter garantido o apoio do parlamento, o líder do ANO apresentou nesta semana ao presidente Zeman sua proposta de ministros para um Executivo de minoria.

O novo gabinete, integrado pelos cinco ministros que o ANO tinha no Executivo anterior, novos candidatos do partido e especialistas independentes, deve ser aprovado pelo presidente no próximo dia 13 de dezembro.

Este Executivo deverá depois submeter-se ao voto de confiança da Câmara, um trâmite que os analistas esperam que possa superar graças ao fato de que os deputados comunistas poderiam ausentar-se da votação e de que o partido eurocético SPD poderia optar por abster-se.

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