Traficante Rogério 157 é detido no Rio em operação com apoio do Exército

Rio de Janeiro, 6 dez (EFE).- O traficante Rogério Avelino de Souza, conhecido como Rogério 157, que era o bandido mais procurado do Rio de Janeiro por ser pivô da "guerra" que dura meses na favela da Rocinha, foi detido nesta quarta-feira em uma operação que contou com apoio do Exército.

Rogério, que tem várias ordens de prisão por homicídio, tráfico de drogas e formação de quadrilha, foi detido por agentes da Polícia Civil na manhã de hoje na casa de uma mulher que visitava na favela do Arará, na zona norte do Rio de Janeiro, informou a secretaria regional de Segurança Pública.

Sua captura foi parte de uma operação que mobilizou hoje cerca de 2.900 membros das Forças Armadas e da polícia para cumprir ordens de prisão contra traficantes em quatro favelas da cidade.

Esta operação gerou um intenso confronto armado na Rocinha, a maior favela do Rio e onde o Rogério 157 controla o tráfico de drogas.

Foi exatamente uma tentativa de invasão a essa favela na zona sul do Rio de Janeiro em setembro por uma facção rival o que gerou uma "guerra" entre grupos de traficantes que provocou várias mortes na Rocinha, assim como frequentes tiroteios.

Os confrontos obrigaram as Forças Armadas a ocupar a Rocinha em duas oportunidades neste ano, a primeira em 22 de setembro, com a participação de 1.100 membros do Exército.

Além do Arará, a operação militar desta quarta-feira teve como alvo traficantes escondidos nas favelas da Mangueira, Tuiuti e Mandela, todas na zona norte do Rio de Janeiro.

Os militares e os policiais receberam mandados para revistar diferentes casas onde poderiam estar escondidos os líderes das facções que controlam o tráfico de drogas nessas favelas e onde estariam guardadas armas e cargas de maconha e cocaína.

Apesar de a operação ter sido iniciada na madrugada, os militares e policiais só conseguiram entrar nas favelas por volta das 6h, pois demoraram várias horas destruindo barricadas montadas pelos traficantes para impedir a passagem dos blindados militares.

As Forças Armadas participaram de diferentes operações nas últimas semanas em várias favelas do Rio de Janeiro para combater a onda de violência que a cidade sofre desde a realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

A crise obrigou o presidente Michel Temer a enviar 10 mil militares para reforçar a segurança na cidade com a perspectiva de que permaneçam na região até o final de 2018.

Neste ano, segundo organizações civis, em todo o estado do Rio de Janeiro foram registradas mais de 4 mil mortes em atos de violência, incluindo as de 124 policiais.

A crise de segurança acontece em meio a diferentes escândalos de corrupção que levaram à prisão dos últimos três governadores do estado e a sérios problemas econômicos que obrigaram as autoridades a declarar o estado de calamidade financeira pouco antes da abertura dos Jogos Olímpicos.

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