Suíça: Decisão sobre Jerusalém complica paz entre israelenses e palestinos

Genebra, 7 dez (EFE).- O Governo da Suíça disse nesta quinta-feira que o reconhecimento oficial de Jerusalém como capital de Israel por parte dos Estados Unidos complica as possibilidades de uma paz justa e duradoura entre israelenses e palestinos, e que Jerusalém Oriental deve ser a capital de um eventual futuro Estado palestino.

Isso a menos que se lembre de outra maneira com a parte israelense numa negociação na qual se chegue a um acerto definitivo do conflito com os palestinos, acrescentou.

A Suíça lembrou também que a decisão "unilateral" dos EUA não afeta em nada a capacidade de aplicar o direito internacional humanitário, em particular a Quarta Convenção de Genebra de 1949 - relativa à proteção dos civis em situação de guerra - nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.

Também não afeta, acrescentou o Governo suíço, o requerimento de respeitar os direitos humanos em tais territórios.

A Suíça é um país reconhecido pela sua ativa política humanitária em nível internacional e é sede de várias organizações internacionais que trabalham nesta área, incluindo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Na sua reação oficial ao anúncio do presidente americano, Donald Trump, sobre Jerusalém, a Suíça enfatizou que existe um reconhecimento jurídico internacional que a resolução do conflito palestino-israelense passa por um acerto negociado do status definitivo desta cidade.

Nessa linha, a Suíça esclareceu que "não reconhece a autoridade de Israel além das fronteiras de 1967 e que mantém o seu compromisso pela criação de um Estado palestino viável, soberano e com continuidade e que tenha o Jerusalém Oriental por capital".

"À revelia de um acordo internacional sobre o status do Jerusalém, a Suíça manterá sua embaixada em Tel Aviv", concluiu o Governo.

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