PUBLICIDADE
Topo

China acusa Taiwan de perseguir políticos ilhéus a favor da reunificação

20/12/2017 09h06

Pequim, 20 dez (EFE).- O governo da China acusou Taiwan nesta quarta-feira de perseguir partidários da reunificação entre ambos territórios, depois que as autoridades taiwanesas detiveram e interrogaram durante cinco horas quatro políticos do Novo Partido, contrário à independência da ilha.

"A China condena energicamente a supressão e perseguição por parte das autoridades de Taiwan de indivíduos e entidades favoráveis à reunificação", afirmou o porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan do governo chinês, An Fengshan, em declarações reproduzidas hoje pelos meios de comunicação oficiais chineses.

An expressou seu apoio às atividades do minoritário Novo Partido, que não tem representação parlamentar em Taiwan, e destacou que a China seguirá de perto o desenvolvimento desta "perseguição".

O porta-voz acrescentou que as autoridades taiwanesas "recentemente defenderam separatistas, e tomaram distintas medidas para acabar com forças que defendem a reunificação pacífica".

Na terça-feira os domicílios dos quatro políticos, entre eles o porta-voz da legenda, Wang Ping-chung, foram revistados pela polícia taiwanesa, sob suspeitas de violação das leis de segurança nacional, dias depois de uma delegação do Novo Partido visitar a China.

Durante a viagem, dirigentes do partido se reuniram com funcionários do citado Escritório de Assuntos de Taiwan.

Wang manteve contatos no passado com o cidadão chinês Zhou Hongxu, que estudou em Taiwan e foi condenado por tentativa de suborno a um diplomata bem como por tentar criar uma rede de espionagem chinesa na ilha.

O presidente do Novo Partido, Yok Mu-ming, afirmou à imprensa de Taiwan que não tinham nada a temer pela investigação policial, e alegou que um partido minoritário sem legisladores como o seu não pode ocultar nada.

Essa legenda se cindiu do histórico Kuomintang, que governou a China entre 1911 e 1949 e ostentou o poder em Taiwan durante décadas.

As relações entre a China e Taiwan se encontram em um péssimo momento desde a chegada ao poder em 2016 do independentista Partido Democrata Progressista da presidente Tsai Ing-wen.

As frequentes incursões da força aérea chinesa no espaço aéreo taiwanês, a recente condenação na China do ativista de direitos humanos ilhéus Li Ming-che e a extradição para território chinês de supostos delinquentes taiwaneses não fizeram senão rarefazer os laços entre estes territórios enfrentados desde 1949.