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Al Raqqa está perto de uma epidemia devido aos corpos na cidade, diz Rússia

21/12/2017 14h08

Moscou, 21 dez (EFE).- O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoygu, alertou nesta quinta-feira que a cidade de Al Raqqa, na Síria, está à beira de uma epidemia por causa dos corpos espalhados de pessoas que morreram em combates e bombardeios.

"Não podemos esconder que a cidade está praticamente em ruínas. Está à beira de uma epidemia. Tenho certeza que você foi informado disso", disse Shoygu ao enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, durante uma reunião.

Shoygu garantiu que, entre os escombros dos edifícios em Al Raqqa há vários corpos, que podem ser a origem de uma epidemia.

"Também há um grande número de minas. A cidade está praticamente minada por todas as partes. Além das minas colocadas pelos guerrilheiros em sua fuga, há também artefatos que não foram detonados", disse o ministro russo.

Shoygu destacou que são necessários "esforços enérgicos" por parte da comunidade internacional, já que muitos moradores de Al Raqqa não podem retornar às suas casas.

"Seja como for, o que a Rússia está fazendo agora, desminando por seus próprios meios e instruindo soldados sírios a fazê-lo, deve ser apoiado e isso é o que esperamos das agências das Nações Unidas", disse o ministro russo.

Ao mesmo tempo, Shoygu destacou que a situação militar na Síria mudou "radicalmente" e que, nas últimas semanas, milhares de pessoas estavam retornando a seus lares em Deir ez Zor, Abu Kamal e na cidade histórica de Palmira.

Shoygu espera que a grave situação humanitária no país árabe seja abordada durante a oitava rodada de consultas que acontecem entre hoje e amanhã em Astana, no Cazaquistão.

De Mistura, por sua vez, assegurou hoje que não há alternativa às negociações em Genebra, mas reconheceu que as consultas em Astana "ajudaram a reduzir a escalada na Síria".

"Devemos reconhecer que na Síria estão ocorrendo resultados significativos", disse o enviado da ONU, que também expressou sua confiança de que haverá avanços nas conversas na capital cazaque em relação à libertação de prisioneiros de guerra.

Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, proclamou a "derrota completa" do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria.