Polícia diz que não há evidência de terrorismo em atropelamento em Melbourne

Sydney (Austrália), 21 dez (EFE).- A polícia da Austrália afirmou nesta quinta-feira que "não há evidência" que o atropelamento "deliberado" de quase duas dezenas de pessoas em uma das ruas mais transitadas de Melbourne se trate de um ato terrorista.

Logo depois que o veículo atropelou os transeuntes, entre eles uma criança de quatro anos, os oficiais capturaram dois suspeitos.

O motorista, um australiano de 32 anos com ascendência afegã, possui um histórico de doenças mentais e problemas com drogas, segundo a polícia, que acrescentou que também já havia sido detido em 2010 por assaltos menores.

Um segundo homem, de 24 anos, foi detido enquanto gravava o atropelamento e na sua mochila levava várias facas, embora as autoridades "agora acreditem que não tenha conexão com o incidente e está ajudando com a investigação".

"Neste momento não temos evidências ou informação de inteligência que indique que existe uma conexão com o terrorismo", declarou Shane Patton, delegado da polícia do estado de Victoria - cuja capital é Melbourne -, em coletiva de imprensa.

No entanto, as autoridades continuam trabalhando com o comando antiterrorista para assegurar-se que este episódio não representa uma ameaça para a segurança.

Previamente, um porta-voz oficial já havia declarado que o atropelamento, que aconteceu na movimentada intersecção das ruas Flinders e Elizabeth Street, foi "deliberado".

Pelo menos 19 pessoas ficaram feridas, entre elas quatro em estado grave, informou na coletiva o chefe do Executivo de Victoria, Daniel Andrews, que qualificou o ato como "diabólico" e "covarde".

Por sua vez, o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, disse em sua conta no Twitter que as autoridades federais e estaduais "trabalham juntas para investigar este incidente horrível".

"Os nossos pensamentos e preces para as vítimas e os trabalhadores de emergência e saúde que os atendem", acrescentou.

Segundo as testemunhas, citados pela emissora local "ABC", o veículo transitava "em grande velocidade".

"Ao invés de frear no semáforo (vermelho), o veículo continuou (...) tudo aconteceu em dez segundos", relatou uma mulher que presenciou o atropelamento.

O incidente aconteceu perto da avenida onde em 20 de janeiro deste ano ocorreu outro atropelamento no qual morreram seis pessoas, entre elas uma criança e um bebê, e mais de 30 ficaram feridas.

Dimitrious Gargasoulas, detido pelo acidente de janeiro, fugia da polícia quando jogou o carro contra os pedestres e enfrenta acusações de assassinato e tentativa de assassinato em um tribunal de Melbourne.

Gargasoulas, de 27 anos, alega em sua defesa que sofre problemas mentais.

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