Congresso de diálogo nacional sírio é convocado para 29 e 30 de janeiro

Astana, 22 dez (EFE).- O Irã, a Rússia e a Turquia, países garantidores do cumprimento do cessar-fogo na Síria, anunciaram nesta sexta-feira a convocação de um congresso de diálogo nacional sobre o conflito no país árabe, que será realizado nos dias 29 e 30 de janeiro em Sochi, na Rússia.

"Os países garantidores (...) fazem um chamado aos representantes do governo da República Árabe da Síria e à oposição para cooperarem e defenderem a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria", diz a declaração emitida pelos três países.

O documento foi lido pelo ministro de Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, ao término da oitava rodada de consultas na capital do país, Astana, sobre o cumprimento do cessar-fogo na Síria.

"Gostaríamos de realizar consultas com nossos líderes militares e políticos para adotarmos uma decisão definitiva", disse à imprensa o chefe da delegação da oposição armada síria, Ahmad Toma, ao ser perguntado sobre se os opositores comparecerão ao congresso em Sochi.

No entanto, o chefe da delegação opositora disse que esta apoiaria o congresso desde que o mesmo esteja vinculado ao processo de negociação em Genebra, que é realizado sob a égide da ONU e cuja próxima rodada acontecerá na segunda quinzena de janeiro.

O chefe da delegação do governo sírio, Bashar al Jaafari, declarou que a Síria participará do congresso de diálogo nacional e fará todos os esforços possíveis para o sucesso dos preparativos do evento, que considerou uma "boa base para o diálogo entre os sírios".

A rodada de consultas em Astana contou com a participação do enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, que constatou, segundo um comunicado emitido por seu escritório, "um certo avanço" quanto às medidas de fortalecimento da confiança, bem como sobre a remoção de minas e explosivos com fins humanitários.

Sobre a questão dos detidos, sequestrados e desaparecidos, o enviado especial "tomou nota de um avanço para um acordo de troca de prisioneiros".

Nas consultas em Astana, os três países garantidores decidiram criar um grupo de trabalho para a libertação dos detidos e sequestrados, bem como para identificar os desaparecidos.

Além disso, Irã, Rússia e Turquia estabeleceram que a próxima rodada de consultas na capital do Cazaquistão, a de número nove, será realizada na segunda metade de fevereiro de 2018.

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