Ministro britânico denuncia ingerência russa nos EUA, Alemanha e França

Moscou, 22 dez (EFE).- O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, denunciou nesta sexta-feira que há muitas provas da ingerência russa nos processos eleitorais de vários países.

"Infelizmente, há muitas provas da ingerência da Rússia nas eleições de Alemanha, Dinamarca, França e Estados Unidos", disse Johnson em entrevista coletiva conjunta com seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

Em relação ao seu país, o britânico declarou que "não há nenhuma prova de uma bem-sucedida ingerência russa nas eleições no Reino Unido".

Ao mesmo tempo, garantiu que era preciso "virar a página" neste assunto e avançar, tanto na normalização das relações como na cooperação na regulação das crises internacionais.

"Tais tentativas (de ingerência) devem ficar pra trás. O povo quer que as eleições sejam livres e democráticas e transcorram sem interferência exterior. Tenho certeza que Lavrov também apoiaria tais pleitos", destacou.

Por sua vez, Johnson afirmou hoje que, apesar das grandes diferenças em assuntos como Síria e Ucrânia, deseja melhorar as relações bilaterais com a Rússia, cujo estado qualificou de "lamentável".

"Não há dúvida alguma que quero melhorar as relações entre nossos povos. Mas isso não significa que devamos evitar as dificuldades que encaramos nestes momentos", frisou.

Além disso, reconheceu que o fato de não ter viajado até agora à capital russa se deve ao fato de que as relações bilaterais atravessam "momentos difíceis", que começaram com o assassinato em 2006 em Londres de Aleksandr Litvinenko, um antigo agente da KGB.

"Tinha muitas razões para vir. Não faz sentido sentar-se em um canto e queixar-se permanentemente do outro. Devemos conversar", salientou.

Nesse sentido, lembrou que em 1943 o então primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, e o dirigente soviético, Josef Stalin, também estavam enfrentados, mas foram capazes de sentar-se na mesma mesa de negociações em Teerã durante a Segunda Guerra Mundial.

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