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Primeiro-ministro da Austrália descarta terrorismo no atropelamento em Melbourne

21.dez.2017 - Serviços de emergência atendem vítimas de atropelamento em Melbourne - Australian Broadcast Corp. via AP
21.dez.2017 - Serviços de emergência atendem vítimas de atropelamento em Melbourne Imagem: Australian Broadcast Corp. via AP

22/12/2017 05h02

O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm  Turnbull, descartou nesta sexta-feira qualificar como ato terrorista o atropelamento de pedestres, ontem, em Melbourne, mesmo com o preso tendo afirmado que agiu por conta dos "maus-tratos aos muçulmanos".

O motorista do veículo, um refugiado afegão de 32 anos que não foi ainda interrogado oficialmente, tem um histórico de "problemas mentais e de abuso de drogas", disse o primeiro-ministro, em entrevista coletiva.

Turnbull afirmou que a ação foi um ato "isolado", "deplorável e covarde" mas ressaltou que as investigações apontam a que o detido não está vinculado "questões políticas ou grupos extremistas", embora nada esteja descartado.

"O terrorismo é violência com motivações políticas. Por enquanto, a polícia não está convencida de que podem descrevê-la como tal, embora (o detido) tenha feito referência ao que ele percebe como o maus-tratos aos muçulmanos como justificativa dos seus atos", disse o governante.

A polícia de Victoria subiu de 19 para 20 o número de feridos na ação, 18 dos quais foram hospitalizados, incluindo um menino de 4 anos de nacionalidade sul-coreana.

Através de um comunicado, a polícia disse que 14 pessoas permanecem internadas no hospital e, das quatro que estavam em estado crítico, três seguem nesta condição, um idoso australiano e dois cidadãos sul-coreanos.

Entre as nove vítimas estrangeiras, também tem um venezuelano, de 40 anos, morador de Melbourne, que se encontra em estado "grave, mas estável".

Após o incidente, um segundo homem de 24 anos que foi preso enquanto gravava o fato e com uma mochila contendo várias facas, foi posto em liberdade.

O fato aconteceu perto da avenida onde no dia 20 de janeiro ocorreu outro atropelamento, onde morreram seis pessoas, entre elas uma criança e um bebê, e mais de 30 ficaram feridas.

Dimitrious Gargasoulas, preso por esse acidente, fugia da polícia quando jogou o carro contra os pedestres e enfrenta acusações de assassinato e tentativa de homicídio.