De Blasio defende políticas progressistas em posse de 2º mandato em N.York

Nova York, 1 jan (EFE).- O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, iniciou nesta segunda-feira o seu segundo mandato como prefeito da cidade, posicionando-se à frente de uma "nova era progressista" para lutar contra as desigualdades e a discriminação.

De Blasio, de 56 anos, uma figura política cujo perfil está em ascensão no Partido Democrata, jurou hoje o seu cargo diante do senador e ex-pré-candidato presidencial Bernie Sanders, o líder da ala mais progressista do Partido Democrata.

"Algo grande está ocorrendo em Nova York, algo diferente, novo, algo que começou uma nova era progressista (...). Todos vocês são parte disso", afirmou o prefeito da maior cidade dos Estados Unidos.

De Blasio é o prefeito de número 109 no comando da cidade. Embora tenha negado em reiteradas ocasiões ter ambições presidenciais, sua projeção política fora de Nova York aparece com frequência no debate público.

Para as últimas eleições presidenciais, De Blasio só manifestou seu apoio à candidata Hillary Clinton um mês antes do pleito presidencial, alegando que precisava conhecer a fundo o seu programa político para lutar contra as desigualdades.

Hillary Clinton, que esteve presente na primeira cerimônia de posse de De Blasio como prefeito de Nova York, não compareceu hoje à cerimônia, apesar de ter sido convidada.

Em um evento congelante nos degraus da sede da Prefeitura, onde a sensação térmica era de 13 graus negativos, De Blasio delineou as diretrizes de como será o seu segundo mandato.

O prefeito disse que continuará lutando para que a cidade seja "a mais segura" do país e lembrou dados recentes que indicam que 2017 foi o ano com registro mais baixo do número de crimes desde 1951.

No entanto, defendendo os princípios que lhe deram a vitória nas eleições de 7 de novembro com 30 pontos de diferença sobre sua rival republicana, Nicole Mallotakis, De Blasio insistiu em sua promessa de transformar Nova York em uma cidade "mais justa".

O prefeito disse que Nova York não é a cidade dos magnatas do setor imobiliário, nem dos investidores de Wall Street, mas "das pessoas que fazem a cidade funcionar todos os dias" e "muitas vezes não recebem sua devida recompensa".

Em uma crítica explícita às políticas da Casa Branca, De Blasio defendeu o papel dos imigrantes e disse que a discriminação é "simplesmente antiamericana" e uma "violação" do que realmente são os nova-iorquinos.

Em seu discurso, o prefeito fez uma "convocação para a ação", para que a cidade assuma sua responsabilidade de se transformar em um "farol" para o país e para o resto do mundo.

"A cidade de Nova York continua sendo um exemplo para a nossa nação e para o mundo", insistiu De Blasio. "Não seremos passivos diante do retrocesso", frisou.

O prefeito disse que escolheu uma versão mais reduzida de seu discurso, e agradeceu a atenção das pessoas que "congelavam" enquanto ouviam suas palavras.

Sanders, que discursou antes do juramento de De Blasio, agradeceu ao prefeito o seu trabalho, por ter transformado Nova York em "uma das cidades mais progressistas dos Estados Unidos".

Sanders, que cresceu no distrito nova-iorquino do Brooklyn, disse que a gestão de De Blasio em Nova York coloca a cidade em uma "direção muito diferente" da de Washington, uma vez que ele leva em consideração "as necessidades das famílias dos trabalhadores".

Além da ausência de Hillary, a cerimônia não contou com a presença do governador de Nova York, Andrew Cuomo, que também faz parte do Partido Democrata, mas é um rival político do prefeito.

Cuomo decidiu comparecer à posse da principal autoridade administrativa do condado de Nassay, Laura Curran, e esteve representado em Nova York pela vice-governadora, Kathy Hochul.

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