Policial é assassinado durante manifestações no Irã

Teerã, 1 jan (EFE).- Um policial iraniano morreu nesta segunda-feira em um tiroteio durante as manifestações de protesto na cidade de Najafabad, na província de Ispaão, informou a agência de notícias iraniana "Tasnim".

Outros três polícias ficaram feridos por conta dos disparos de um dos manifestantes, no quinto dia consecutivo de protestos contra o governo de Hassan Rohani, segundo a mesma fonte.

Com este policial chegou a 11 o número de mortos nos protestos no Irã.

Outras 300 pessoas foram detidas nos incidentes, que não parecem diminuir, apesar dos apelos de Rohani, e do fato de as autoridades terem vetado o acesso às redes sociais para evitar novas convocações.

O Ministério do Interior iraniano deixou claro que não se outorgou nenhuma permissão para convocar manifestações, razão pela qual até agora qualquer uma delas é ilegal.

A lei iraniana de crimes políticos penaliza qualquer manifestação considerada "contrária à gestão do país e às suas instituições políticas e às políticas nacionais e exteriores".

Durante os protestos, os manifestantes cantaram fortes lemas, em algumas ocasiões contra o sistema da República Islâmica, o presidente Rohani e o líder supremo do país, Ali Khamenei. Além disso, incendiaram caçambas de lixo e depredaram alguns bancos.

Desde o último sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem publicado várias mensagens em sua conta do Twitter nas quais critica as autoridades iranianos.

Hoje, por exemplo, Trump escreveu que "o grande povo iraniano foi reprimido durante muitos anos. Estão famintos de comida e liberdade. Junto com os direitos humanos, a riqueza do Irã está sendo saqueada. É HORA DE UMA MUDANÇA!".

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