Rússia adverte que ingerência estrangeira no Irã é "inadmissível"

Moscou, 1 jan (EFE).- A Rússia advertiu nesta segunda-feira que a ingerência estrangeira nos assuntos internos do Irã é "inadmissível" e expressou sua esperança de que a situação nesse país não se desenvolva pela via da violência.

"É inadmissível a ingerência estrangeira que desestabiliza a situação", disse à imprensa um porta-voz da chancelaria russa ao comentar os protestos no Irã que começaram na quinta-feira passada e que deixaram, segundo as autoridades iranianas, pelo menos dez mortos e 200 detidos.

O porta-voz destacou que se trata de "um assunto interno do Irã" e disse esperar que a situação nesse país, aliado da Rússia no apoio ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, não tome o rumo da "violência e do derramamento de sangue".

As declarações do porta-voz russo foram divulgadas pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar no Twitter que é "hora de uma mudança" no Irã.

"O grande povo iraniano foi reprimido durante muitos anos. Estão famintos por comida e liberdade. Junto com os direitos humanos, a riqueza do Irã está sendo saqueada. É HORA DE UMA MUDANÇA!", escreveu na rede social o presidente americano.

Os protestos contra a política econômica do governo iraniano começaram na cidade de Mashad e continuaram em outras localidades do país, onde os relatórios oficiais falam de feridos, mas não os quantificam.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, disse hoje que os inimigos da República Islâmica não toleraram os sucessos obtidos por seu país com o acordo nuclear e na região e que, para vingar-se, estimularam as pessoas a protestar.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Receba por e-mail as principais notícias sem pagar nada.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos