UE diz esperar que Irã respeite direito a manifestação pacífica

Bruxelas, 1 jan (EFE).- A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini, disse nesta segunda-feira que espera que se respeite o direito a manifestar-se pacificamente e à liberdade de expressão no Irã, onde morreram 11 pessoas em protestos contra a política econômica do governo que chegaram hoje ao quinto dia consecutivo.

"Esperamos que o direito a manifestar-se pacificamente e de liberdade de expressão sejam garantidos após as últimas declarações públicas do presidente (iraniano, Hassan) Rohani", declarou à Agência Efe uma porta-voz da chefe da diplomacia comunitária.

Rohani pediu calma e restringiu a atividade nas redes sociais para tentar conter protestos que também se saldaram, por enquanto, com 300 detidos.

A porta-voz afirmou que os serviços dirigidos por Mogherini "acompanharam de perto as manifestações de cidadãos iranianos dos últimos dias" e que estiveram "em contato com as autoridades iranianas".

"Continuaremos observando os acontecimentos ", acrescentou.

Rohani disse hoje que os inimigos do Irã instigaram certos grupos para promover incidentes porque não toleram os "êxitos" que Teerã obteve com o acordo nuclear assinado em julho de 2015 com as potências internacionais, bem como com suas medidas contra o terrorismo na região.

O presidente iraniano reiterou o direito do povo a criticar e protestar, mas afirmou que "é preciso escolher a maneira e a via legal para expressar-se".

Estas são as maiores manifestações antigovernamentais convocadas no Irã desde 2009, quando o opositor Movimento Verde organizou várias jornadas de protesto contra a reeleição do então presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que foram duramente reprimidas.

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