Abbas considera nova lei israelense sobre Jerusalém como declaração de guerra

Jerusalém, 2 jan (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou nesta terça-feira que a lei aprovada pelo parlamento de Israel sobre Jerusalém, que dificulta uma hipotética saída do país da parte ocupada da cidade, é uma "declaração de guerra" contra o povo palestino.

"Essa votação indica claramente que Israel declarou oficialmente o fim do chamado processo de paz e que já começou a impor políticas e fatos consumados", declarou Abbas em nota.

Na madrugada de hoje, o parlamento de Israel aprovou uma emenda à Lei Fundamental de Jerusalém. O texto da medida prevê que qualquer cessão do controle israelense de uma parte da cidade requererá o apoio de dois terços dos deputados.

A nova emenda, que reafirma as posições israelenses de considerar Jerusalém como sua capital "completa e unida", representa mais um obstáculo às reivindicações dos palestinos, que exigem que a região leste da cidade seja a capital de seu futuro Estado soberano.

Na avaliação de Abbas, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as decisões do parlamento israelense não têm legitimidade.

"Não deixaremos passar esses planos que são perigosos para o futuro do mundo e da região", alertou o porta-voz da presidência palestina, Nabil Abu Rudeinah.

"A progressiva escalada israelense para explorar a decisão americana destruirá tudo. O comportamento descontrolado de Israel está empurrando a região para o abismo", completou o porta-voz, pedindo uma "ação árabe, islâmica e internacional".

No dia 14 de janeiro, o Conselho Central Palestino, que reúne diferentes grupos, discutirá a adoção de "todas as medidas necessárias a serem tomadas em nível local para enfrentar esses desafios que ameaçam a identidade nacional e religiosa do povo palestino".

O membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Hanan Ashrawi, também condenou a lei israelense.

"Essa lei muda severamente o status quo de Jerusalém e representa um monopólio ilegal e extrajudicial sobre toda Jerusalém", afirmou. EFE

jma/lvl

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