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EUA querem reunião no Conselho de Segurança da ONU por protestos no Irã

02/01/2018 19h41

(Atualiza com comentários da Presidência do Conselho).

Nações Unidas, 2 jan (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira que estão buscando a convocação de uma sessão de urgência no Conselho de Segurança da ONU para discutir uma resposta para a situação no Irã, onde estão ocorrendo protestos contra o governo.

"As liberdades que estão consagradas na Carta das Nações Unidas estão sob ataque no Irã", afirmou em declarações aos jornalistas a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Segundo a embaixadora, a ideia é que também haja outra reunião de urgência no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, para analisar o mesmo tema.

Nikki Haley não detalhou a data na qual aconteceriam tais reuniões, mas disse que será nos dias próximos.

"Vamos ter conversas no Conselho de Segurança e ver o que será necessário para ter uma sessão de urgência", afirmou Haley.

"De uma forma ou de outra, teremos uma reunião sobre o que está acontecendo no Irã com os protestos e a luta em favor da liberdade", acrescentou a embaixadora americana.

Segundo Haley, os protestos que estão acontecendo no Irã são "completamente espontâneos" e estão ocorrendo "virtualmente em todas as cidades" do país.

"A comunidade internacional tem que se posicionar neste tema", insistiu a embaixadora. "A ONU tem que se manifestar a respeito (...). Não devemos ficar em silêncio", acrescentou.

Segundo Haley, por causa dessas manifestações houve "dezenas de mortes" e "centenas" de pessoas foram detidas. A embaixadora também destacou a "grande coragem" dos manifestantes.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de serem aplicadas sanções unilaterais por parte dos Estados Unidos por causa desses protestos, Haley disse que isto não está sendo cogitado atualmente

Segundo informou posteriormente o embaixador do Cazaquistão na ONU, Kairat Umarov, cujo país preside neste mês o Conselho de Segurança, o tema do Irã ainda não está na agenda do órgão do Sistema ONU e disse que a sua inclusão depende de um acordo entre os países-membros.

Umarov, no entanto, confirmou que Haley mencionou o tema. "Estamos prontos para trabalhar nisso", disse o embaixador cazaque, e insistiu que "está aberto" para levar o tema do Irã à mesa de debates do Conselho de Segurança se assim for decidido.