ONG afirma que 214 "presos políticos" seguem atrás das grades na Venezuela

Caracas, 2 jan (EFE).- A organização não-governamental Foro Penal, que representa boa parte dos críticos ao presidente Nicolás Maduro presos na Venezuela, cifrou nesta terça-feira em 214 o número de pessoas privadas de liberdade que consideram ser "presos políticos".

"A Venezuela começa 2018 com 214 presos políticos. Já foi enviada a lista à OEA (Organização dos Estados Americanos) para sua certificação", escreveu na sua conta do Twitter um dos diretores da Foro Penal, Gonzalo Himiob.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, anunciou pouco depois que tinha certificado a lista, como o organismo continental vem fazendo a cada semana com as listas de presos elaboradas pela Foro Penal.

Mais de 40 críticos de Maduro que estavam presos foram libertados na véspera do Natal, em um gesto de boa vontade do governo que tinha sido reivindicado pela oposição no processo de diálogo que ambas partes mantêm desde o final do ano passado na República Dominicana.

Apesar de a presidente da Assembleia Nacional Constituinte - instituição que tomou formalmente estas medidas -, Delcy Rodríguez, ter anunciado que cerca de 80 destes detentos seriam desencarcerados, por enquanto não ocorreram mais solturas.

Os libertados em dezembro esperam a reabertura dos tribunais em 8 de janeiro para conhecer as medidas restritivas que podem substituir sua saída da prisão.

Uma das exigências da oposição no processo de diálogo, que será retomado com duas novas reuniões em 11 e 12 de janeiro em Santo Domingo, é a libertação de todos os detidos por motivos políticos.

Os advogados que participam com a oposição nas negociações calculam em mais de 300 o total de políticos privados de liberdade.

A cifra de "presos políticos" chegou em agosto do ano passado na Venezuela a um máximo histórico durante o chavismo de 676 pessoas, segundo os dados da Foro Penal.

Desde então, as autoridades efetuaram numerosas libertações, embora tenha havido também novas detenções, no que a Foro Penal chama de "efeito de portas giratórias".

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