Trump critica Palestina por deixar processo de paz e insinua fim de auxílio

Washington, 2 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira a Autoridade Nacional da Palestina (ANP) por sua recusa em participar do processo de paz no Oriente Médio em resposta à decisão do governo americano de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, e insinuou que poderia deixar de apoiar os palestinos economicamente.

"Se os palestinos não querem seguir falando sobre a paz, por que deveríamos continuar realizando estes enormes pagamentos no futuro?", questionou Trump através de uma mensagem no Twitter.

Essas declarações foram feitas horas depois que o presidente utilizou seu primeiro tweet do ano para investir de forma similar contra o Paquistão por suas "mentiras e enganações", o que fez com que a Casa Branca não concedesse ao país asiático os US$ 255 milhões em ajuda militar que estão retidos desde agosto.

"Não é só ao Paquistão que pagamos bilhões de dólares para nada, mas há muitos outros países (...). Por exemplo, pagamos aos palestinos CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES por ano e não obtemos apreço, nem respeito", se queixou Trump.

Além disso, o governante lamentou a postura da Palestina agora que "a parte mais difícil da negociação", a questão do reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado israelense, "está fora da mesa" de negociações.

Trump anunciou esse reconhecimento no dia 6 de dezembro e a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, o que gerou a rejeição dos palestinos e um aumento da tensão com Washington.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, vem reiterando desde então que, com essa declaração, os EUA tomaram uma posição no conflito, e por isso considera que os mesmos não estão credenciados para mediar o processo de paz, e preferiu congelar os contatos com representantes americanos para este fim.

As autoridades palestinas também anunciaram medidas para buscar seu reconhecimento como Estado na esfera internacional, nas fronteiras anteriores a 1967, e solicitaram adesão a 22 tratados e acordos internacionais.

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