Trump diz que defensores dos 'dreamers' acabarão "se apaixonando por" ele

Washington, 2 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previu nesta terça-feira que os hispânicos e os defensores dos jovens imigrantes irregulares conhecidos como 'dreamers' ('sonhadores' em tradução livre) acabarão deixando de lado os democratas e "se apaixonarão pelos" republicanos e por ele, e também insistiu na necessidade de construir o muro na fronteira com o México.

"Os democratas não estão fazendo nada pelo DACA (sigla em inglês para o programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância), só estão interessados em jogos políticos. Os ativistas em favor do DACA e os hispânicos deixarão de lado os democratas, e começarão a 'se apaixonar pelos' republicanos e por seu presidente! Nós buscamos RESULTADOS", escreveu Trump no Twitter.

O presidente se referiu dessa maneira ao debate no Congresso para encontrar uma solução definitiva para os beneficiários do DACA, um programa que evita a deportação de jovens imigrantes sem documentos impulsionado pelo ex-presidente Barack Obama em 2012.

Em setembro, Trump revogou esse programa executivo, que tinha protegido da deportação 800 mil jovens, conhecidos como 'dreamers', mas deu seis meses ao Congresso - até 5 de março - para que o mesmo chegasse a uma solução legislativa para sua situação migratória.

A oposição democrata tentou impulsionar uma medida para substituir o DACA antes do fim de 2017, mas Trump vinculou qualquer solução para os 'dreamers' a um pacote mais amplo que também inclua suas prioridades em matéria migratória, entre elas o financiamento do muro que quer construir na fronteira com o México.

Hoje, o presidente voltou a insistir em sua promessa da campanha eleitoral de 2016, ao assegurar em um tweet que conseguirá contratar "mais" agentes da patrulha fronteiriça e construir "o desesperadamente necessário MURO" na fronteira.

Entre as suas condições para substituir o DACA, Trump também incluiu "o fim do ridículo sistema de loteria migratória", um procedimento pelo qual os Estados Unidos atribuem aleatoriamente 50 mil vistos por ano a cidadãos de países com baixas taxas de imigrantes no país.

Recentemente, Trump insistiu no fim desse procedimento depois que um imigrante do Uzbequistão que chegou aos EUA graças ao mesmo cometeu um atentado em nome do Estado Islâmico (EI) em Nova York, no qual matou oito pessoas, no fim de outubro.

Os democratas consideram inaceitável a autorização do financiamento para a construção do muro com o México, o que complica a solução para os 'dreamers' agora que o Congresso retomou suas atividades após o ano novo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos