Uma das jihadistas francesas mais procuradas é capturada na Síria

Paris, 2 jan (EFE).- As forças curdas capturaram na Síria Emilie König, uma das jihadistas francesas mais procuradas e conhecida particularmente por sua atividade propagandística nas redes sociais, desde onde lançava também incitações para cometer ações violentas na França.

Fontes antiterroristas francesas confirmaram nesta terça-feira ao canal "France 2" a informação, revelada inicialmente pela "RMC", que indicou que König estava em um acampamento controlado pelos curdos e que fazia parte das cerca de dez francesas que estavam associadas a grupos terroristas na Síria e que foram detidas nas últimas semanas.

Nascida em 1984, foi a primeira mulher que desde setembro de 2015 figurava na lista americana de combatentes terroristas estrangeiros.

König foi criada em Bretanha em uma família de quatro irmãos e sua radicalização religiosa está bem documentada desde 2010, quando já passeava pelas ruas da cidade de Lorient com o niqab, um véu integral com o qual cobria inclusive o rosto.

Em 2012, após a dissolução pelas autoridades do grupo fundamentalista Forsane Alizza com o qual esteve vinculada em sua atividade panfletária (distribuía folhetos e criava páginas no Facebook para fazer chamadas à jihad, a guerra santa), deixou seus dois filhos na França para unir na Síria a seu marido.

O companheiro de König tinha ido embora para se alistar no que depois seria o Estado Islâmico (EI) e morreu durante conflito.

Emilie König era encarregada de captar novos recrutas para esta organização jihadista, de incitar o cometimento de atentados e, mais em geral, por divulgar propaganda jihadista desde as redes sociais.

O ministro francês de Interior, Gérard Collomb, perguntado hoje pela emissora "Europê 1" sobre os jihadistas franceses detidos na Síria, apontou que seu Governo terá que "tomar uma série de decisões, em particular com as crianças", levando em conta os que estão em mãos das forças curdas depois que o EI "perdeu a guerra" ali.

De qualquer forma, apontou que os que voltarem à França terão que comparecer perante a justiça e certamente serão "condenados".

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