Ataques de grupo armado matam pelo menos 33 pessoas na Nigéria

Abuja, 3 jan (EFE).- Pelo menos 33 pessoas morreram em dois ataques supostamente cometidos pelos chamados pastores fulani no estado de Benue, no centro da Nigéria, informou nesta quarta-feira a agência estatal "NAN".

As emboscadas aconteceram em uma das principais regiões produtoras de alimentos do país - conhecida como o "celeiro" da Nigéria - entre domingo e ontem, segundo afirmou o governador de Benue, Samuel Ortom.

Por sua parte, o porta-voz da polícia na região, Moses Yamu, anunciou que oito suspeitos foram detidos e que foi reforçada a presença das forças de segurança na área para evitar futuros massacres.

A notícia causou diversos protestos na capital de Benue, Makurdi, que provocaram interrupções do trânsito na cidade.

Nos últimos meses aconteceram vários ataques nesta região, o último deles em novembro do ano passado, com 11 vítimas mortais, e as autoridades suspeitam que os chamados pastores fulani, que levam seu gado por toda Nigéria, estão por trás deles.

Os fulani, muçulmanos em sua maioria, travam disputas pela terra com os pastores locais, que na região de Benue são cristãos.

Este estado e outros, como Nasarawa e Taraba, que sofreram numerosos ataques deste tipo ao longo da última década, têm planos de proibir o pastoreio em campo aberto, o que provocou a reação violenta dos fulani.

De fato, Benue já aprovou em novembro de 2017 uma diretriz que ordena aos fulani que estabeleçam ranchos ou que se mudem a outras regiões, enquanto Taraba pretende fazer o mesmo neste primeiro mês de 2018.

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