General Mahamat Kodo é acusado de liderar suposto golpe em Guiné Equatorial

Nairóbi, 3 jan (EFE).- O general chadiano Mahamat Kodo Bani estaria por trás do suposto golpe que o Governo de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo disse ter sofrido na semana passada em Guiné Equatorial, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

Mahamat Kodo Bani, que foi general do Exército do Chade entre 1990 e 2005, seria o responsável por ter orquestrado um suposto golpe de Estado em Guiné Equatorial, junto ao sargento Abassolo, segundo informou hoje a Associação para a Solidariedade Democrática com Guiné Equatorial (Asodegue).

As autoridades de Guiné Equatorial disseram ter abortado um golpe de Estado contra o presidente do país, Teodoro Obiang Nguema, na quinta-feira, supostamente liderado por um general e orquestrado pelo líder do partido opositor Cidadão pela Inovação (CI), Gabriel Nsé Obiang Obono.

Na segunda-feira, as autoridades do país apresentaram um grupo de supostos "mercenários" de origem chadiana, camaronesa e centro-africana, que é acusado de estar envolvido na tentativa de golpe, junto a cidadãos dop país que são considerados "cúmplices".

O suposto golpe ou tentativa de "desestabilização" foi abortado em Kye-Ossi, na fronteira com Camarões, pelas forças de segurança de Guiné Equatorial.

Segundo a versão da polícia de Camarões, o general chadiano Mahamat Kodo Bani foi detido com uma "grande quantidade de dinheiro" na sexta-feira.

Já o partido opositor CI, que denuncia desde quinta-feira a detenção de centenas de militantes de sua formação e o uso da tortura por parte das forças de segurança de Guiné Equatorial, alertou hoje que cinco militantes estão em estado crítico.

Em um comunicado, o CI disse que, após ser torturado, teme-se pela vida do presidente da Comissão de Garantia do partido, Pergentino Miguel Edú; da vereadora pelo CI na Câmara municipal de Malabo, Elvira Behebá Sité; do diretor adjunto do Departamento de Informáticas e Novas Tecnologias, Enrique Nvo Okennve; e dos militantes Daniel Osa Nsue e Pastor Ncogo Ondo.

O CI denunciou a retenção na sede do partido em Malabo de cerca de 45 militantes e na de Avental, segunda cidade do país, de outros 50, que segundo Nsé Obiang teriam comparecido à sede do partido porque estavam sendo atacados e detidos pela Polícia em suas casas.

Nas eleições legislativas de novembro, a oposição só conseguiu uma cadeira das 100 da Câmara de Deputados, enquanto as 99 restantes foram para o Partido Democrático de Guiné Equatorial (PDGE), de Obiang Nguema, que está no poder desde 1979.

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