Merkel e Schulz preparam negociações para tentar formar governo na Alemanha

Berlim, 3 ene (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniu com seu aliado bávaro, Horst Seehofer, e o líder social-democrata, Martin Schulz, para preparar a rodada de conversas com as quais tentarão formar governo, passados os cem dias desde as eleições gerais.

Da reunião desta quarta-feira não é esperado nenhum acordo concreto, já que somente domingo começarão formalmente as reuniões de "sondagem", como chama na Alemanha a primeira fase das negociações.

Hoje, segundo apontou Schulz à imprensa antes de começar o encontro, serão abordadas questões técnicas, como o formato das reuniões ou grupos de trabalho que serão criados, mas não se falará de conteúdos.

O líder da União Social-Cristã de Baviera (CSU), Seehofer, assegurou que o objetivo de seu partido e da União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel é "fazer todo o possível" para formar um governo e "acordos sensatos".

No entanto, são precisamente as reivindicações da CSU e seu pedido para endurecer a política de refugiados que podem entorpecer o diálogo.

Os sociais-cristãos, que realizarão a partir de amanhã uma convenção no convento bávaro de Seeon e que veem em perigo a maioria absoluta com a qual governam nesse estado federado, que neste ano realiza eleições regionais, advogaram na terça-feira por cortar as ajudas aos refugiados e reforçar a vigilância sobre os peticionários de asilo menor de idade.

Apesar de ser o partido irmão do CDU, a CSU foi durante a passada legislatura uma das forças mais críticas com a política de refugiados liderada por Merkel, ao entrar pela Baviera (estado situado no sul da Alemanha) a maioria dos cerca de 1,3 milhão de solicitantes de asilo que o país acolheu desde 2015.

O Partido Social-Democrata (SPD), no qual diversos setores rejeitam formar uma nova grande coalizão com Merkel após ter obtido os piores resultados de sua história nas eleições de setembro (20,5% dos votos), realizará um congresso extraordinário em 21 de janeiro.

Nesse congresso, será decidido se passará das sondagens "às negociações" propriamente ditas, nas quais devem debater um programa concreto de governo.

Schulz, que após os maus resultados eleitorais descartou uma nova grande coalizão com Merkel, garantiu que qualquer acordo será submetido ao voto dos militantes.

O ex-presidente do Parlamento Europeu se abriu ao diálogo depois do fracasso da tentativa da chanceler de formar governo com liberais e verdes e de o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, pedir reflexão.

Em dezembro, um congresso do partido deu a autorização para começar a falar com o bloco conservador com todas as opções abertas, desde outra grande coalizão, a um apoio externo a um governo em minoria, ainda que esta última fórmula não agrade a chanceler.

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