Polônia afirma que sua política é pró-UE e respeita os valores europeus

Budapeste, 3 ene (EFE).- O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, afirmou nesta quarta-feira em Budapeste que a política de seu Governo e a dos outros três membros do Grupo de Visegrado (V4) é "pró-UE" e respeita os valores europeus, mas evitou se pronunciar sobre o procedimento legal aberto contra seu país por Bruxelas.

"Acreditamos nos valores da União Europeia (UE), que queremos construir conjuntamente", assegurou Morawiecki após se reunir com seu colega e aliado húngaro, o também nacionalista Viktor Orbán.

Segundo Morawiecki, "falamos muito sobre o V4 (Hungria, Polônia, Eslováquia e República Tcheca), que é um plano muito importante e uma destacada parte da UE. Compartilhamos um política pró-UE".

"Nós não questionamos a unidade, acreditamos na Europa", sublinhou, após advertir que "há diferentes eventos que questionam a unidade da UE", ainda que sem especificar quais.

O chefe do Governo polaco não se manifestou, como esperava a imprensa em Budapeste, sobre a recente decisão da Comissão Europeia (CE) de ativar o artigo 7 do Tratado da UE contra seu país, como resposta à polêmica reforma do sistema judicial aprovada por Varsóvia.

A visita de Morawiecki faz parte de uma "ofensiva diplomática" anunciada recentemente pelo ministro polaco de Relações Exteriores, Witold Wasczykowski, para resistir ao inédito passo dado pela CE, um processo legal previsto para agir contra violações do Estado de direito entre os parceiros que poderia retirar de Varsóvia seu direito ao voto na UE.

Neste disputa, Budapeste apoia Varsóvia e Orbán antecipou há dias que seu Governo "bloquearia" esses processos na UE.

Por outro lado, Morawiecki e Orbán reafirmaram a rejeição categórica ao sistema de realocação de refugiados da UE, que estabelece quotas obrigatórias do número de demandantes de asilo para todos os parceiros.

"A política de imigração da UE não funciona, é um fracasso. As pessoas europeias não querem a imigração, apesar de alguns políticos europeus tratarem de impô-la", afirmou Orbán, que advogou por "uma Europa europeia, que conserva a cultura cristã".

Em uma entrevista à rádio pública "Kossuth" em 22 de dezembro, Orbán disse que, "quando alguém ataca a Polônia, ataca toda Europa Central", após ressaltar que "a Hungria deve ser solidária" e reiterar que "se tiver a possibilidade, impossibilitará" as decisões comunitárias que possam castigar Varsóvia.

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