Presidente do Equador confirma perda do cargo de vice que está na prisão

Quito, 3 jan (EFE).- O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou nesta quarta-feira que à meia-noite de ontem o vice-presidente Jorge Glas perdeu seu cargo, "de acordo com o que manifesta a Constituição".

"Um assunto que é importante que conheçam e que corresponde à decisão presidencial: no dia de ontem à meia-noite, de acordo com o que manifesta a Constituição, o senhor vice-presidente da República, Jorge Glas, foi afastado de suas funções", disse Moreno ao iniciar uma reunião com seu gabinete.

Acusado de suposta formação de quadrilha dentro do caso de corrupção da Odebrecht, Glas está em prisão preventiva desde 2 de outubro do ano passado e em 13 de dezembro foi sentenciado, em primeira instância, a seis anos de prisão.

A Constituição indica como razão para ausência temporária do cargo motivos de doença ou outras circunstâncias de força maior que impeçam exercer a função durante um período máximo de três meses.

Moreno indicou que, segundo a lei, tem 15 dias para enviar sugestões para uma lista tríplice para que a Assembleia Nacional escolha o sucessor de Glas entre os três candidatos.

"Mas vou demorar bem menos. Um país não pode viver sem um vice-presidente", disse Moreno na reunião.

"Para que tudo esteja dentro da lei, estamos pedindo as certificações necessárias às instituições, para verificarem que estamos atuando dentro do correto e, em seguida, podermos elaborar a lista tríplice", completou o presidente.

Moreno indicou que a relação será composta por "pessoas valiosas para o país" e de sua confiança.

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