Anistia Internacional denuncia "farsa" em julgamento de educador tibetano

Pequim, 4 jan (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta quinta-feira o que considera ser a "farsa" do julgamento de um ativista da educação em língua tibetana, acusado de "incitação ao separatismo".

O julgamento de Tashi Wangchuk aconteceu hoje em um tribunal da região autônoma tibetana de Yushu, na província de Qinghai, no sudoeste da China, segundo indicou a organização de defesa dos direitos humanos em comunicado.

A AI acrescentou que, segundo o advogado do educador, a principal prova apresentada foi uma gravação de vídeo realizada em 2015 pelo jornal americano "The New York Times", na qual se mostrava sua campanha a favor da educação em língua tibetana nas escolas.

A diretora de investigação da AI para o Leste da Ásia, Roseann Rife, considerou "assustador" que Wangchuk esteja enfrentando uma pena de até 15 anos de prisão "por expressar seus pontos de vista em entrevistas à imprensa".

"São acusações descaradamente falsas e ele deveria ser libertado imediatamente e incondicionalmente", acrescentou Rife, já que o vídeo mostra que Wangchuk expressava suas opiniões sobre política educativa "inteiramente através de meios legítimos, usando veículos de imprensa oficiais e o sistema legal chinês".

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