Blair revelou a Trump que inteligência britânica o espionou, aponta livro

Londres, 4 ene (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair disse ao entorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a inteligência britânica pode ter espionado o líder americano durante a campanha eleitoral de 2016, segundo informou nesta quinta-feira o jornal "The Times" com base em informações reveladas em um livro.

O antigo governante britânico se reuniu com o genro de Trump, Jared Kushner, e um destacado assessor na Casa Branca em fevereiro, de acordo com a informações publicadas pelo jornal.

No entanto, o ex-líder trabalhista - no poder entre 1997 e 2007 - negou "categoricamente" as alegações e as qualificou de "absurdas" e uma "completa fabricação".

De acordo com o autor do livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House", Michael Wolff, Blair compartilhou um "rumor" no encontro, ao indicar que os britânicos tinham investigado a campanha eleitoral republicana, "escutando as ligações telefônicas e outras comunicações e possivelmente o próprio Trump".

O livro é baseado em mais de 200 entrevistas com o presidente e seu entorno.

O "The Times" aponta que aparentemente Blair estava atrás de um posto como assessor de Trump para o Oriente Médio e acrescenta que um mês após essa reunião com Kushner, a Casa Branca chegou a dizer que o centro de escutas britânico GCHQ tinha espionado a Torre Trump (Nova York) durante as eleições, algo que esse centro qualificou então de "absolutamente ridículo".

"Isto é categoricamente absurdo. (As alegações) São uma completa fabricação, não estão baseadas na realidade e simplesmente não é verdade", disse uma porta-voz de Blair.

Segundo o "The Times", Blair conheceu Kushner durante o batismo em 2010 no rio o Jordão de Grace e Chloe Murdoch, as filhas mais novas do empresário Rupert Murdoch e de sua então mulher, Wendi.

Os primeiros extratos do livro causaram polêmica ao revelar que Steve Bannon, antigo estrategista de Trump, qualificou de "traição" uma reunião entre o filho do presidente dos EUA e um grupo de russos durante a campanha eleitoral de 2016.

Segundo o livro, Bannon se referiu à reunião mantida em junho de 2016 na Torre Trump (Nova York), entre o filho de Trump, Donald Jr; seu genro, Jared Kushner; o então presidente da campanha, Paul Manafort, e a advogada russa Natalia Veselnitskaya.

De acordo com o texto, Bannon manteve uma conversa com Wolff, a quem disse que a investigação sobre uma suposta confabulação com o Kremlin na campanha se centrará na lavagem de dinheiro.

Depois, o presidente dos EUA disse que Bannon tinha perdido "a cabeça" com as suas afirmações.

O presidente dos EUA e seus aliados rechaçaram qualquer confabulação com a Rússia e o Kremlin negou ter intervindo.

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