CSU aposta em grande coalizão de governo na Alemanha, mas com giro à direita

Berlim, 4 jan (EFE).- Os líderes da União Social-Cristã na Baviera (CSU, na sigla em alemão), partido-irmão da União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, apostaram nesta quinta-feira pela reedição da grande coalizão com os social-democratas para formar governo no país, mas reivindicaram uma mudança rumo à direita, especialmente em política migratória.

No início da tradicional convenção da CSU no convento de Seeon, o líder do partido no Bundestag, a Câmara dos Deputados, Alexander Dobrindt, se comprometeu a ser a voz da "maioria conservadora liberal" que se manifestou nas eleições de setembro.

"Queremos essa coalizão, mas com um partido social-democrata que saiba soletrar a modernização de nosso país, a segurança e o crescimento, e não com um que só consegue mencionar os temas do baú das lembranças socialistas", advertiu Dobrindt antes da abertura das negociações para formar o novo governo em Berlim no próximo domingo.

Os conservadores da Baviera reivindicam cortes nas ajudas sociais aos refugiados, que continue suspenso o reagrupamento familiar para os principais grupos e que seja comprovada a idade dos solicitantes de asilo que se apresentam como menores.

Para Dobrindt, o bloco conservador formado por CSU e CDU tem a obrigação de impedir que o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) se perpetue no Bundestag, a mesma obrigação que também coube à esquerda, que cedeu cerca de 1 milhão de votos para esse partido.

A CSU, que governa na Baviera desde 1957, teme perder a maioria absoluta nas eleições regionais que acontecerão este ano, pois a AfD demonstra que entrará com força no parlamento regional.

O primeiro-ministro da Baviera, Horst Seehofer, insistiu para os veículos de imprensa que seu partido quer formar uma grande coalizão com os social-democratas e ressaltou a necessidade de dar uma resposta às preocupações demonstradas pelos cidadãos na campanha eleitoral, desde a previdência e os aluguéis, até a imigração.

Diante da chegada de solicitantes de asilo (cerca de 1,3 milhão desde 2015 e a maioria através da Baviera, situada ao sul da Alemanha), a CSU aposta pela humanidade e pela integração, mas também pela imposição de limites para poder garantir os dois primeiros princípios, frisou Seehofer.

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