Irã denuncia trama de EUA, Israel e Arábia Saudita para fomentar protestos

Teerã, 4 jan (EFE).- O procurador-geral do Irã, Mohammad Jafar Montazeri, denunciou nesta quinta-feira que Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita tramaram há quatro anos um plano para provocar os recentes protestos violentos no país.

Montazeri afirmou que o principal promotor da trama era um ex-membro da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), conhecido como Michael Andrea, que formou um grupo para provocar confusão no Irã, de acordo com a agência oficial "Irna".

Andrea contou com a ajuda de um oficial ligado à agência de espionagem de Israel, o Mosad. As despesas desse complô eram pagas pela Arábia Saudita, acusou o procurador-geral.

Também estariam envolvidos no esquema a Organização dos Mujahedin do Povo Iraniano, considerada como terrorista pelo Irã, e seguidores do deposto regime monárquico do país, entre outros.

O procurador-geral explicou que foi avaliada a possibilidade de instigar diferentes tipos de protestos aproveitando os problemas econômicos do país, assim como diferentes modelos para criar confusão nessas manifestações.

Montazeri acrescentou o grupo preparava, além disso, a criação de duas salas de operações em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, e em Herat, no Afeganistão, para facilitar a entrada no Irã de grupos jihadistas, como o Estado Islâmico (EI).

O parlamento do Irã acusou Israel, EUA e Arábia Saudita de fomentar os problemas gerados nos protestos do país. Segundo o governo, 20 pessoas morreram nos seis dias de protestos. Mais de mil foram presos.

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