Pilotos de companhia indiana brigam e abandonam cabine em pleno voo

(Corrige informação de passageiros brasileiros no 5º parágrafo).

Nova Délhi, 4 jan (EFE).- Dois pilotos da companhia aérea Jet Airways, da Índia, foram afastados de suas funções porque teriam protagonizado uma briga em pleno voo e, logo em seguida, deixado a cabine com o avião em modo de piloto automático, mas a empresa garantiu nesta quinta-feira, através de um comunicado, que tudo não passou de um "mal-entendido" que foi resolvido "rapidamente e de forma amigável".

Segundo a Jet Airways, o "mal-entendido" aconteceu entre o copiloto e a piloto da cabine de comando no dia 1º de janeiro, em um voo entre Londres e Mumbai, e ambos foram suspensos enquanto o incidente está sendo investigado.

Além disso, o Conselho Geral de Aviação Civil da Índia (DGCA, na sigla em inglês) suspendeu ontem a licença de ambos.

Segundo o jornal "Times of India", o copiloto supostamente agrediu a piloto da aeronave com um tapa após uma discussão e esta deixou a cabine com os olhos cheios de lágrimas.

Em seguida, o copiloto seguiu os passos de sua colega, deixando o avião - com 324 passageiros, entre eles dois menores de idade - em modo de piloto automático. Os dois voltaram a discutir, mas retornaram à cabine para proceder com a aterrissagem em Mumbai, segundo o jornal.

O incidente chegou inclusive a ser tema de discussão no parlamento indiano, onde o ministro de Aviação Civil, Ashok Gajapati Raju, anunciou hoje que ordenou uma investigação sobre o ocorrido.

Esta não é a primeira briga dentro de um avião indiano que resulta em escândalo nacional.

Em março do ano passado, o deputado Ravindra Gaiwand, do partido hinduista de extrema-direita Shiv Sena, desferiu 25 golpes com uma das suas sandálias em um funcionário da Air India, depois que o político se recusou a desembarcar do avião desta companhia estatal no qual tinha chegado a Délhi.

A recusa do político aconteceu porque ele ficou chateado por não ter conseguido viajar em uma classe superior, que a aeronave não possuía, e provocou um atraso de 40 minutos em outro voo, o que levou a Air India e outras companhias aéreas a incluí-lo em uma lista negra de passageiros.

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