Trump revoga diretriz e pode interferir na legalização estadual da maconha

Washington, 4 jan (EFE).- O governo dos Estados Unidos poderá interferir ativamente sobre o uso da maconha nos estados que legalizaram o consumo da substância depois de o presidente do país, Donald Trump, autorizado a revogação de uma diretriz aprovada por seu antecessor, Barack Obama, que impedia essa intervenção.

O procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, divulgou hoje um memorando que orienta os promotores a fazer cumprir a lei federal e continuar com os princípios estabelecidos para combater atividades relacionadas com a maconha, informou o Departamento de Justiça.

A decisão de Sessions permitirá que os promotores cumpram a legislação federal que determina que o uso da maconha - recreativo ou medicinal - é ilegal e impô-la sobre as regras aprovadas pelos estados que descriminalizaram o consumo da substância.

Desde 2013, quando Obama aprovou sua diretriz, o governo federal tinha optado por adotar uma postura mais frouxa em relação à regulamentação da questão em nível estatal.

O uso da substância para fins médicos foi aprovado por 29 estados. Sete deles também o fizeram para fins recreativos.

O último caso de legalização em nível recreativo foi o da Califórnia. No dia 1º de janeiro, o estado liberou a comercialização da maconha. Projeções indicam para um faturamento anual de pelo menos US$ 7 bilhões com as vendas da substância.

A medida de Sessions contradiz as declarações realizadas durante a campanha eleitoral de 2016 pelo agora presidente do país, Donald Trump, que afirmava na época que a questão da maconha deveria ser decidida pelos governos estaduais.

O senador republicano por Colorado, Cory Gardner, alertou hoje que tomará todas as medidas necessárias para que Sessions não revogue a lei aprovada durante o governo de Obama.

Gardner explicou que antes de o Senado aprovar a nomeação de Sessions para o cargo, o agora procurador-geral tinha garantido que não derrubaria a norma de 2013.

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