Paquistão rejeita inclusão em lista dos EUA por falta de liberdade religiosa

Islamabad, 5 jan (EFE).- O Paquistão rejeitou nesta sexta-feira sua inclusão por parte dos Estados Unidos em uma lista de observação especial "por graves violações à liberdade religiosa", e afirmou que a decisão corresponde a motivos políticos e carece de credibilidade.

O Ministério de Relações Exteriores do país asiático afirmou em um comunicado que a decisão não está baseada em "critérios objetivos" e que pedirá um esclarecimento aos Estados Unidos para conhecer as razões de sua inclusão em uma "lista nova" e as "implicações".

Islamabad considerou que alguns países conhecidos pela sistemática perseguição de minorias religiosas não foram incluídos na lista, o que reflete "duplas normas e os motivos políticos após a decisão".

O país asiático considerou, além disso, que os Estados Unidos omitem as "significativas conquistas" do Paquistão em matéria de direitos humanos e seu compromisso pela promoção dos mesmos, incluída a liberdade religiosa.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira a inclusão do Paquistão "em uma lista de observação especial pelas suas graves violações à liberdade religiosa", além de manter ativas suas sanções à China, Irã, Coreia do Norte, Mianmar, Eritreia e Sudão pelo mesmo motivo.

Pouco após o anúncio, Washington informou sobre a suspensão da maior parte da ajuda em segurança ao Paquistão até que Islamabad "tome medidas decisivas" contra grupos terroristas como os talibãs que "desestabilizam a região e ameaçam os americanos no país".

O Ministério de Relações Exteriores paquistanês qualificou hoje a suspensão da ajuda como "contraproducente" para fazer frente às ameaças comuns e afirmou que espera detalhes sobre as medidas.

Estas decisões dos Estados Unidos ocorrem depois que o presidente, Donald Trump, publicou na segunda-feira uma dura mensagem do Twitter em que acusava Islamabad de "mentiras" e de "dar refúgio a terroristas".

O Paquistão qualificou de "incompreensíveis" as palavras de Trump e de "imaginários" os US$ 33 bilhões que os EUA entregou ao país asiático em conceito de ajudas em 15 anos, segundo o presidente americano.

EUA e Afeganistão acusaram o Paquistão durante anos de dar refúgio à facção talibã Rede Haqqani, que atenta contra tropas afegãs e americanas, uma acusação que Islamabad nega.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos