Ruanda nega ter acordo com Israel para acolher imigrantes africanos

Kigali, 5 jan (EFE).- Ruanda não tem nenhum acordo com Israel para readmitir os mais de 35 mil imigrantes africanos em situação irregular aos quais o Executivo israelense deu até abril para deixar o país, indicou nesta sexta-feira o ministro de Relações Exteriores, Olivier Nduhungiere, em uma entrevista à Agência Efe.

O chefe da diplomacia deste país da África Oriental qualificou as informações, publicadas pela imprensa israelense e por ONGs, de "falsas", ainda que tenha reconhecido que "houve negociações a respeito há cerca de quatro ou cinco anos, mas nunca chegamos a nenhum acordo com Israel".

Israel dará até o final de abril a estes imigrantes em situação irregular, na maioria sudaneses e eritreos, para deixar o país sob a ameaça de serem presos, no marco de uma campanha de deportação de pessoas que entraram ilegalmente ao país.

Informações provenientes desta nação do Oriente Médio asseguravam que o Executivo israelense tinha chegado a um acordo com países como Ruanda, aos quais pagaria entre US$ 3 mil e US$ 5 mil por cada imigrante que acolhessem.

Nduhungirehe disse que as negociações de Governo são com a União Africana (UA) a fim de acolher os imigrantes africanos da Líbia que sofreram violações de direitos humanos, por exemplo, sendo vendidos como escravos em mercados desse país.

Alguns meios internacionais apontaram que Ruanda e Uganda estão dispostos a acolher os imigrantes africanos que foram deportados de países fora do continente, ainda que o ministro de Assuntos Exteriores ugandense, Henry Oryem Okello, também tenha negado as informações.

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