Rússia elogia decisão das Coreias de retomar diálogo

Moscou, 5 jan (EFE).- A Rússia elogiou nesta sexta-feira a decisão de ambas Coreias de retomar o diálogo após dois anos de parênteses em meio à tensão na península pelos testes nucleares e com mísseis de Pyongyang.

"Elogiamos os primeiros contatos entre Seul e Pyongyang. Consideramos que o diálogo direto permitirá diminuir a tensão na península coreana", disse María Zakharova, porta-voz da chancelaria russa.

Por sua vez, o chefe do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Konstantin Kosachov, assegurou que a Rússia está disposta a contribuir para o diálogo e expressou sua confiança em que, depois dos assuntos puramente esportivos - a participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de PyeongChang -, ambas partes abordem temas políticos.

"Mas isso já representará a inclusão em tal diálogo dos Estados Unidos, já que sem Washington dificilmente o Norte e o Sul poderão fazer algo por sua conta", considerou.

Em sua opinião, "o fato de que se retome o diálogo direto, que há um precedente, tem um significado muito importante em relação com o futuro".

Kosachov destacou que o regime comunista modificou sua postura, já que, até agora, os parlamentares norte-coreanos rejeitavam todo contato com seus colegas do Sul alegando que "Seul é dependente demais dos EUA".

Nesse sentido, ressaltou que o objetivo primordial do diálogo deve ser "diminuir o antagonismo militar na região".

Além disso, a Rússia espera que se confirme a anunciada renúncia de Seul e Washington às manobras militares conjuntas na região durante os Jogos de Inverno.

No final de dezembro o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, concordaram na necessidade de se passar o mais rápido possível da linguagem de sanções às negociações com a Coreia do Norte.

O presidente russo, Vladimir Putin, criticou os EUA por desperdiçar várias oportunidades de alcançar um acordo com Pyongyang para a regulação da crise nuclear.

Na ocasião, Rússia e China apresentaram um plano de regulação que consistia em que a Coreia do Norte suspendesse seus testes nucleares e de mísseis, e EUA e Coreia do Sul fizessem o mesmo com suas manobras militares conjuntas na região.

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