Trump comemora que Bannon tenha ficado sem apoio financeiro

Washington, 5 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta sexta-feira que seu ex-assessor, Steve Bannon, tenha perdido o apoio da sua principal provedora de fundos, a multimilionária Rebekah Mercer, por causa da disputa gerada entre ambos pelas declarações do segundo em um novo livro sobre a Casa Branca.

"A família Mercer rompeu recentemente com o vazador conhecido como 'Incompetente Steve Bannon'. Esperta!", escreveu Trump em referência à decisão de Mercer, em sua conta oficial do Twitter.

Trump, que usou pela primeira vez a alcunha de "Incompetente Steve" ("Sloppy Steve") em um tweet na quinta-feira durante a noite, aprofundava assim sua brecha com aquele que foi seu último chefe de campanha e seu estrategista-chefe de janeiro a agosto de 2017.

O governante se referia ao comunicado emitido nesta quinta-feira por Rebekah Mercer, uma multimilionária doadora republicana e acionista da publicação ultraconservadora "Breitbart News", da qual Bannon é presidente.

"Apoio o presidente Trump e a plataforma pela qual foi eleito. Minha família e eu não nos comunicamos com Steve Bannon em muitos meses e não proporcionamos apoio financeiro à sua agenda política, e não apoiamos suas ações e declarações recentes", escreveu Mercer.

Bannon, que tinha prosperado até agora como defensor da agenda populista de Trump de fora da Casa Branca, tentou conter a fúria do governante ao assegurar que lhe considera "um grande homem" e que "nunca nada se colocará" entre ambos.

No entanto, Trump continua ofendido pelas declarações de Bannon em um novo livro que chegou hoje às lojas, chamado "Fire and Fury" ("Fogo e Fúria"), nas quais o ex-assessor qualificava de "traição" a reunião que o filho do governante, Donald Jr, teve em 2016 com um grupo de russos.

O governante também responsabiliza Bannon por muitos vazamentos à imprensa de informação sobre os atritos na Casa Branca, incluindo os contidos no novo livro, que segundo Trump está "cheio de mentiras, tergiversações e fontes que não existem".

Nesta quarta-feira, um advogado de Trump enviou a Bannon uma ordem legal para que o ex-assessor pare de fazer declarações que violem o acordo de confidencialidade que assinou quando se tornou chefe de campanha em meados de 2016, e lhe advertiram de possíveis ações legais contra ele.

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