ANP condena "cruel campanha" de EUA e Israel contra a UNRWA

Gaza, 6 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riyad al-Malki, condenou neste sábado em comunicado a "cruel campanha americana-israelense" contra a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA).

"A atual harmonia entre Estados Unidos e Israel pretende resolver assuntos definitivos que incluem Jerusalém, terra, fronteiras e refugiados, de forma unilateral, se apoiando no poder ocupante", expressou Al-Malki.

Esta é uma mostra "dramática e clara da situação na qual uma operação coercitiva e cirúrgica dita soluções ao lado palestino e árabe em uma tentativa de aprofundar a ocupação e atividade colonizadora, por assim dizer um fato consumado e não negociável", acrescentou o ministro.

Al-Malki reagia à dupla ameaça americana de deixar de financiar a UNRWA até que os palestinos voltassem a aceitar negociar com Israel e também se divulgassem mentiras sobre os EUA.

Com isso, o presidente americano, Donald Trump, se referia à reação palestina que dizia que Washington seria responsabilizada por "deixar morrer de fome crianças palestinas nos campos de refugiados" caso cortasse a ajuda econômica aos palestinos.

Por sua vez, os EUA negaram hoje uma informação divulgada pelo "Canal 10" de notícias israelense, que dizia na sexta-feira que o governo americano já teria congelado uma transferência à UNRWA de US$ 125 milhões que deveria ter sido feita em 1º de janeiro, "pois a Casa Branca estava furiosa com a reação palestina após o reconhecimento de Trump de Jerusalém".

A Casa Branca informou que o financiamento da UNWRA "continuava sob revisão".

Chris Gunness, porta-voz da UNRWA, declarou hoje: "Vimos informações sobre este assunto, mas o governo americano não nos notificou diretamente nenhuma decisão formal".

O assessor de imprensa da UNRWA em Gaza, Adnan Abu Hasna, fez uma declaração na mesma linha: "O governo americano não nos informou que tenha congelado US$ 125 milhões de sua contribuição anual ao orçamento da UNRWA".

"Só ouvimos através dos meios de comunicação", acrescentou Hasna. EFE

sar-msg/cs

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